Cidades
Pai tenta explicar o seqüestro da filha
| GILVAN FERREIRA Repórter O administrador de empresas Lediomar Moraes de Andrade, acusado pela sua ex-esposa, Karly Lidiane Santana, de seqüestro da filha do casal, Luana Santana de Andrade, de 1 ano e cinco meses, negou ontem a versão apresentada pela sua ex-mulher. Lidiomar de Andrade, que está na residência de parentes em São Paulo, entrou em contato com a Gazeta, por telefone, e disse que decidiu levar a sua filha para São Paulo por ela não estar recebendo atenção e cuidados da mãe. Luana nasceu em São Paulo e com 15 dias veio para Maceió com Lydiane, que depois se recusou a voltar para cá. Eu deixei tudo para ir para Maceió, pois ela dizia que se não fosse assim não veria minha filha. Eu não seqüestrei minha filha, antes de viajar perguntei à mãe de Lydiane se queria ficar com Luana, mas ela disse que não, porque já tinha muitos problemas disse. Aí eu disse à mãe dela que não iria aceitar que minha filha vivesse nas condições em que estava vivendo, devido à irresponsabilidade de Lydiane, completa Lediomar de Andrade. Segundo ele, Karly Lydiane não teria condições de cuidar da filha, que passava a maior parte do tempo longe da mãe. Lydiane sempre deixava nossa filha com terceiros, ela era negligente; Luana chegou a pegar dengue e apresentava quadro de desnutrição. Ela (Lydiane) sempre chegava em casa tarde e alcoolizada. A própria mãe dela pediu para ela deixar sua casa, por não concordar com sua conduta. Considero que ela não tinha condições de criar nossa filha, disse. Lediomar disse que já recebeu a visita do Conselho Tutelar de São Paulo e teria provado que a criança estaria em boas condições e não aparentava qualquer sinal de maus-tratos. Ele acrescentou que já estaria dando entrada no pedido de guarda da filha. ### Apareça e prove!, diz mãe de Luana Segundo Lydiane, a decisão de trazer Luana para Maceió foi motivada pelos problemas de saúde que ela apresentou logo depois do nascimento e acrescentou que não seriam verdade as acusações de que o teria traído durante o período em que viveram juntos. Ela acrescentou ainda que a sua mãe chegou a ser internada depois do seqüestro de Luana. Ela nasceu com icterícia, precisava tomar sol, e avaliei que em Maceió poderia fazer esse tratamento. Não é verdade que minha mãe praticamente me expulsou de casa, ela inclusive chegou a ser internada depois que Luana foi levada por ele para São Paulo. Eu jamais ia me expôr dessa maneira se não estivesse preocupada com minha filha. Ele também não está falando a verdade quando diz que eu o traí. Ele deve provar o que está dizendo na Justiça, ele que apareça para provar tudo isso, concluiu Lydiane.