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TRT aumenta multa por escravidão

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| CARLOS ROBERTS Repórter O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região aumentou ontem para R$ 5 milhões o valor da multa à Lima Araújo Agropecuária, acusada de manter trabalhadores em regime de escravidão em duas fazendas de criação de gado no sul do Pará. A denúncia de trabalho escravo contra a empresa alagoana foi feita pelo Ministério Público do Trabalho, que informou que o valor sentenciado pela Justiça é o maior já aplicado na história a uma empresa acusada de explorar trabalhadores. No julgamento, o desembargador Georgenor Franco Filho ressaltou que os autos comprovam as reiteradas infrações à legislação trabalhista cometidas pela empresa e seus proprietários. Ontem, nenhum dirigente da empresa Lima Araújo Agropecuária foi encontrado para falar sobre o assunto. Em maio do ano passado, quando a Justiça deu a primeira sentença sobre a denúncia, o empresário Jefferson Lima Araújo Filho declarou que o valor da multa não tinha embasamento jurídico. A DENÚNCIA A Justiça acatou o pedido do Ministério Público do Trabalho do Pará, que disse ter encontrado 180 trabalhadores em condições análogas as de escravo nas fazendas Estrela de Alagoas e Estrela de Maceió. Juntas, as fazendas têm cerca de 90 mil hectares e abrigavam aproximadamente 40 mil cabeças de gado, num valor imobiliário próximo a R$ 212 milhões. Este valor foi utilizado como base pelo Ministério Público do Trabalho para pedir que a empresa Lima Araújo Agropecuária pagasse uma multa de R$ 85 milhões, 40% do valor das propriedades. Em maio do ano passado, a Justiça aplicou a sentença no valor de R$ 3 milhões, que ontem o TRT aumentou para R$ 5 milhões. O MP pretende recorrer pedindo que a empresa pague os R$ 85 milhões.

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