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Transtorno

Moradores reclamam da deficiência no abastecimento de água no Jacintinho

Mesmo morando perto do reservatório da Casal, famílias não têm água nas torneiras

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Moradores do loteamento Planalto da Mangabeira reclamam da falta d´água
Moradores do loteamento Planalto da Mangabeira reclamam da falta d´água -

Dona Antônia Maria reside com a família no loteamento Planalto da Mangabeira, no bairro Jacintinho, em Maceió. Entre os moradores da casa está a mãe dela, Antônia Conceição, uma idosa com 105 anos de idade que vive acamada e é cuidada diariamente pela filha. Mesmo com as limitações que a idade traz, elas enfrentam um problema para executarem tarefas que deveriam ser simples, mas que se agravou há dois meses: a falta de água fornecida Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Sem solução para a questão, que tem afetado dezenas de famílias em duas ruas da localidade, próximas ao Mirante do Jacintinho, moradores tentaram por conta própria resolver o problema no dia de ontem, mas sem sucesso. As torneiras permaneciam sem água, mesmo eles morando próximo a um reservatório da própria Casal existente na localidade. “É um sacrifício muito grande”, relatava Maria Antônia, enquanto cuidada da idosa e mostrava a torneira da cozinha aberta, mas sem água. “Tenho que dar banho em minha mãe, fazer as refeições, cuidar da casa, mas temos enfrentado a falta de água por parte da Casal”, reforçava. Ela, que mora no loteamento há mais de três décadas, afirmou que “toda vida tivemos problema com água por aqui, mas agora está pior”. Outra vizinha próxima à casa da família de Maria Antônia, afirmava que a localidade, que chamam de “Rua Projetada”, já estava ultimamente sem abastecimento há aproximadamente dois meses, mas o problema tem ocorrido desde o ano passado. “Nós estamos sem água, mas todo mês a conta chega para a gente pagar”, lamentava Dionete dos Santos, que mostrou o recibo mensal cobrado pela Casal, no valor de aproximadamente R$ 60,00. De acordo com ela, no início desde ano, os moradores do loteamento chegaram a fazer protesto e fechar a rua principal do bairro, para chamar a atenção da companhia, ocasião em que foram atendidos, mas, conforme ela, a situação de normalidade durou pouco tempo. Eles também já haviam promovido outra manifestação antes do final do ano passado, “mas a água voltou até pouco tempo depois do Carnaval”, recorda. Como alternativa para o abastecimento, Dionete tem tentado utilizar uma bomba elétrica para puxar água pela tubulação da casa onde mora, mesmo assim precisa fazer isso durante a madrugada e “apenas por uma hora”, quando consegue um pouco do líquido. Porém, como resultado, a conta de energia da dona de casa sobe a valores próximos a R$ 250,00. Já Maria Antônia, ironicamente, precisa utilizar um carrinho de mão para buscar água em baldes justamente no reservatório da Casal. “Estamos sem esperança de que esta situação seja resolvida”, declarava ela, que demonstrava cansaço em lutar pelo direito básico de ter acesso à água em um dos bairros mais antigos e populosos de Maceió. Ao ser questionada sobre o problema, a Casal informou que estava com equipes em campo averiguando os poços que atendem a região e que, “se algum deles estiver com mau funcionamento, o abastecimento pode ser afetado, e, sendo esse o caso, serão tomadas a medidas necessárias para o conserto”. A comunidade espera há meses por solução.

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