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Aedes aegypti

AL registra aumento de mais de 600% do número de casos de chikungunya e 500% de dengue

De janeiro a setembro deste ano, MS registrou mais de 10 mil notificações

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As arboviroses mais comuns no Brasil podem deixar sequelas e matar. Em Alagoas, o aumento de casos preocupa os órgãos de saúde. A dengue, por exemplo, registrou um crescimento de 500% este ano em relação ao mesmo período de 2018; a zika de 200% e a chikungunya de mais de 600%.

As ações desencadeadas no ano passado conseguiram frear o avanço das notificações nos municípios no ano passado mas, em 2019, a situação se agravou a cada mês, com o Aedes aegypti fazendo mais vítimas. “Todas essas arboviroses são graves e têm suas características. Sobre esse aumento é um conjunto de fatores que envolve o poder público e a população”, declara o infectologista Fernando Maia, que confirma o aumento do número de pacientes com arboviroses atendidos na unidade onde trabalha, o Hospital Hélvio Auto.

De janeiro a setembro deste ano, de acordo com o panorama de casos contabilizados pelo Ministério da Saúde, foram notificados respectivamente 10.238; 393 e 1.169 casos de dengue, zika e chikungunya em Alagoas. Em relação ao mesmo período de 2018, ocorreram 1.692; 129 e 150.

O Ministério da Saúde afirma que a proximidade do verão, em dezembro, deve servir de alerta à população para que a mobilização siga no combate ao mosquito transmissor, responsável também pela microcefalia e o Guillan-Barré. “O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito, por causa das chuvas e, consequentemente, é a época de maior risco de infecção por essas doenças. No entanto, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano”, informa o MS.

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Em nota enviada à Gazeta sobre as ações para enfrentamento das arboviroses, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclareceu que a forma mais eficaz de evitar o aumento dos casos é investir no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite as três doenças. “Por esta razão, além do cuidado que cada cidadão deve adotar em sua residência, evitando manter expostos recipientes com água limpa e parada, limpando quintais, calhas e caixas d'água e descartando garrafas de plástico ou qualquer recipiente que possa acumular água”, informa a Sesau.

Segundo a assessoria da pasta, a Sesau tem prestado assistência técnica aos 102 municípios, no intuito de que os agentes de endemias executem as ações de campo de forma eficaz, resultando na queda de casos das doenças, a exemplo do que ocorreu no ano passado, quando foi registrada redução de 27,5% no número de casos de dengue, quando comparados aos registros de 2017.

“E para evitar o aumento de casos nos próximos meses, a Sesau tem investido na capacitação sistemática dos agentes de endemias municipais, que são responsáveis pela busca ativa dos focos nas residências e pela disponibilização de larvicidas. Como se não bastasse, também tem promovido campanhas educativas para conscientizar a população e prestado orientação durante os projetos Governo Presente e Vida Nova nas Grotas, a exemplo do que ocorrerá nesta quinta-feira (17), na Grota da Rodoviária Nova, no bairro Feitosa, em Maceió”, finaliza a nota.

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