Manchas de óleo
Material recolhido deve ser incinerado, diz ministro
O óleo cru que tem sido recolhido desde que começaram a manchar o litoral nordestino deve ser queimado, por meio de incineradores. Essa foi uma das alternativas apresentadas pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, após um sobrevoo pelo litoral alagoano acompanhado do almirante de esquadra Leonardo Puntel da Marinha, na tarde desta quarta-feira. "Há aterros próprios e classificados para a destinação desse produto. E onde houver fornos, cementeira, siderúrgicas que possam incinerar o material é uma alternativa bastante viável", revelou Salles.
Segundo ele, uma questão que está clara para os especialistas, para o Governo Federal e todas as autoridades envolvidas é que o produto não é de origem brasileira. Ele não teria vazado de solo nacional. "O óleo é venezuelano conforme já foi constatado em laudo emitido pela Petrobras. É se tiver vazado não de algum poço é de um local muito distante, outra hipótese provável é que tenha vazado de alguma navio" .
Salles disse, ainda, que todo o material que tem sido encontrado, só confirma as primeiras informações de que, de fato, o produto que se espalhou por centenas de praias tem a mesma origem e basicamente a mesma consistência.
PREJUÍZOS
Os prejuízos causados para o setor do turismo e o impacto para o meio ambiente, conforme detalhou o ministro, ainda não podem ser mensurados porque a prioridade é a retirada dos locais onde as manchas foram encontradas. Quando sobrevoou a Praia de Japaratinga, no litoral alagoano, o ministro reconheceu que o tamanho da mancha existente é maior do que a encontrada em áreas vizinhas. "Aparentemente o óleo não atingiu o estuário, mas sim o as praias do entorno. E nesses locais já foi recolhido e é importante que aconteça de forma rápida para evitar que ele volte para o mar. Mas a mancha que atingiu Japaratinga, que foi maior do que outras áreas já foi retirada". Como o problema, no momento, ainda não parece ter solução imediata, o ministro destacou que o mais importante é que tanto a Marinha, o Ibama, os órgãos ambientais nos estados e também nos municípios possam trabalhar juntos. Ele garantiu que a Marinha tem ampliado os esforços para que as investigações possam apontar o responsável pelo desastre.