Cidades
Surto de dengue hemorr�gica amea�a Alagoas
ANA MÁRCIA Alagoas está ?cercada?: nos vizinhos estados de Pernambuco e Sergipe já foram registrados 19 e 14 óbitos por dengue hemorrágica, respectivamente. Em Alagoas, duas mortes, cuja causa pode ter sido esta forma grave de dengue, estão sendo investigadas, segundo alertou, ontem, o gerente técnico do Programa de Combate à Dengue, da Secretaria Municipal de Saúde, Nemer Ibrahin. Ele advertiu os proprietários de imóveis de classes média e alta, onde os agentes de saúde estão tendo dificuldades em fazer o trabalho de combate aos focos de mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, para os riscos da doença, pois a febre hemorrágica da dengue pode matar em sete dias. Problemas ?Entre essas camadas sociais nós esbarramos em dois problemas: imóveis fechados com piscinas e plantas que acumulam água e representam risco potencial para focos do mosquito, e imóveis onde os proprietários nunca estão em casa, mas o caseiro ou outros empregados domésticos não têm autorização para deixar os agentes de saúde fazerem o trabalho de combate aos focos lavrários?, disse Nemer. No caso dos imóveis fechados, às vezes se consegue localizar os proprietários, os agentes chegam a marcar uma vistoria nas residências, mas, em geral, eles nunca aparecem para abrir os imóveis. ?É uma situação muito complicada, por ser necessário trabalhar essas casas, onde o cloro das piscinas já perderam a validade, em função do sol e do tempo, e das plantas que acumulam água?, falou. Esta situação de imóveis fechados, representa 16% dos casos de pendência, onde os agentes ficam impossibilitados de entrar. Os focos do Aedes aegypti estão nas casas e não nas ruas. O problema é de saúde pública e requer a responsabilidade de todos, conforme alerta Nemer Ibrahin. Uma outra constatação feita pelo Programa de Combate à Dengue em Maceió, é que as pessoas voltaram a cultivar plantas com água, mesmo tendo consciência do perigo representado para a infestação do mosquito e a elevação da incidência dos casos de dengue. Combater a doença, segundo Nemer, é uma responsabilidade de cada um, porque 90% dos focos de mosquitos encontram-se dentro das casas, dos quais 42,3% decorrem de vasos de plantas cultivadas em água. Nemer Ibrahim chama a atenção aos moradores de bairros com problemas no abastecimento d?água, que utilizam tonéis sem tampas para armazenar água, tornando-se criadouros do mosquito. A partir da próxima semana, a Secretaria Municipal de Saúde estará cadastrando as pessoas nessas condições para a aquisição de tampas apropriadas a cada tipo de depósito d?água. Na área urbana, são cerca de quatro mil imóveis nessa situação, mas as tampas já estão sendo disponibilizadas e os líderes comunitários podem agilizar para resolver o problema.