Cidades
Servidor suspende paralisa��o por reajuste
FÁTIMA ALMEIDA Os servidores públicos de Maceió decidiram, ontem, suspender a greve da categoria, iniciada na quarta-feira, e aguardar a proposta para reajuste salarial que será apresentada numa reunião, na próxima quarta-feira, com o vice-prefeito Alberto Sexta-Feira. Na quinta-feira, a categoria realiza uma nova assembléia para avaliar a proposta do governo municipal e dar novos encaminhamentos à mobilização. A informação é da presidenta do Sindicato dos Servidores do Município de Maceió, Ângela Padilha. Na manhã de ontem, os servidores bloquearam, por mais de duas horas, o trânsito pela Rua Melo Moraes, no trecho em frente da Praça dos Martírios, numa manifestação de protesto e reivindicação, para que seja implantado na folha o salário mínimo de R$ 240,00. Com os contracheques em mãos, eles contestavam as informações da prefeitura de que o menor salário recebido atualmente por um servidor municipal em Maceió é R$ 250,00. ?A prefeita Kátia Born está somando ao salário-base, de R$ 210, gratificações como anuênios, insalubridade, salário-família, mas ela sabe que está errada. O salário-base tem que ser pelo menos o mínimo nacional e a ele se somarem as gratificações?, explica a presidenta do sindicato. ?Se é para somar as gratificações estabelecidas por lei, vamos diminuir, também, os descontos legais e mostrar o nosso salário líquido?, reclama o funcionário José Monteiro, exibindo o saldo de R$ 174, líquidos, no último contracheque. Os manifestantes promoveram um café da manhã, no meio da rua, capaz de atrasar o almoço de muita gente. O trânsito ficou congestionado em várias artérias de Maceió, Ladeira dos Martírios, Farol, Cambona, Centro e adjacências, por várias horas. Após a promessa da prefeita, de receber os servidores no início da tarde, e várias negociações, inclusive com a mediação da CUT e Direitos Humanos da PM, o trânsito foi liberado. Além do pagamento do salário mínimo, os servidores querem a reposição das perdas sofridas pela inflação. Segundo o comando de greve, em setembro do ano passado ficou acertada com a Prefeitura uma reposição de 31%, da qual apenas 15% foram pagos, em três parcelas. A prefeita recebeu os servidores, à tarde, e disse que aguardava para hoje o resultado do levantamento do impacto que a reposição salarial provocará nas contas do município, para se posicionar sobre o assunto. Em princípio, afirmou Born, a comissão responsável por este levantamento havia mencionado a possibilidade de reajustar o salário mínimo do município para R$ 280,00, equiparando-o ao do governo do Estado.