Cidades
Aids em Alagoas
ARNALDO FERREIRA Alagoas tem cerca de três mil pessoas notificadas, oficialmente, como portadoras do vírus HIV/Aids. O número de contaminados do Nordeste, segundo dados do Ministério da Saúde, chega a 35% do números de infectados o que representa 180 mil pessoas. No País, o número oficial de portadores é de pouco mais de 600 mil contaminados. Porém, as organizações não-governamentais (ONGs), de Alagoas e do Brasil garantem que o número real de pessoas contaminadas é três vezes maior que o apresentado pelas estatísticas oficiais. Para discutir o crescimento de contaminação no Nordeste, 300 dirigentes de organizações não-governamentais que lidam diretamente com a epidemia regional vão se reunir, em Maceió, no período de 29 a 31 de maio, no auditório do Hotel Enseada, para discutir a resposta social das instituições perante a Aids no Nordeste. Já se sabe também que os números de casos de pessoas contaminadas são mais elevados nos Estados do Ceará, Pernambuco e da Bahia. O encontro vai ser aberto pelo coordenador nacional DST/Aids do Ministério da Saúde, médico Paulo Roberto Teixeira. Ele acaba de ser convocado para comandar e formular as políticas de combate à Aids desenvolvidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os temas da programação das discussões são: controle social da Aids, sustentabilidade das ONGs; políticas estaduais e municipais de prevenção à DST e Aids; avanços e perspectivas do Sistema Único de Saúde (SUS) e a relação dos movimentos sociais com as instituições de saúde pública. O encontro está sendo promovido pelo grupo Conviver que é um dos mais antigos no combate à epidemia; Grupo Gay de Alagoas e Pró-Vida, a Associação dos Travestis de Maceió. Ao final do encontro será elaborado um documento que será encaminhado ao Ministério da Saúde, para ajudar na formulação de política de controle da epidemia no Nordeste, revelou o presidente do GGAL, Marcelo Nascimento.