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MST amea�a interditar rodovia por comida

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Cerca de 50 famílias de trabalhadores sem-terra ameaçam interditar um trecho da rodovia BR-101, no entrocamento com a BR-104, porque estão há mais de 60 dias sem receber cestas básicas do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As famílias foram expulsas das fazendas Galho Seco e Capim de Cheiro, em Flexeiras, e há quatro meses estão acampadas às margens das rodovias BR-101 e BR-104, no entrocamento de acesso ao município de Murici. Segundo o líder do acampamento, Aloísio Vieira, os sem-terra deliberaram pela interdição da rodovia, já que até agora o Incra não deu resposta ao pedido de cestas básicas. No acampamento, existem pelo menos 28 crianças, uma delas recém-nascida. ?Não há sequer leite para dar às crianças, que estão se alimentando de ?fubá?, quando a gente consegue, pedindo em Messias?, comenta Aloísio. Ele explicou que em três anos, a Justiça determinou seis despejos das famílias que ocupavam as fazendas Galho e Capim de Cheiro, em Flexeiras. No acampamento às margens da rodovia, as condições são precárias. Além da falta de alimentos, a água consumida pelos sem-terra é proveniente de um riacho, que serve tanto para lavar roupa quanto para beber e cozinhar. Durante o dia, os barracos de lona se transformam em verdadeiras estufas. E nos períodos de chuva não conseguem impedir a entrada da lama. Os sem-terra reclamam, ainda, do fato de não terem qualquer assistência médica e de as crianças do acampamento estarem fora da escola.

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