Meio ambiente
PF e Ufal vão investigar causa da morte de 25 cágados em Jequiá
Animais foram encontrados por pescadores na quarta-feira; não foram observadas manchas de óleo
Pelo menos 25 cágados foram recolhidos mortos nesta quinta-feira (31), na Lagoa de Jequiá, em Jequiá da Praia, litoral sul de Alagoas. Os animais foram encontrados no fim da tarde de quarta-feira (30) por pescadores, mas só foram pegos na quinta-feira. A causa da morte dos animais ainda não foi confirmada. Portanto, não foi descartada uma possível ligação entre a mortalidade e o óleo que mancha o litoral nordestino. Ainda assim, os bichos não tinham contaminação externa pelo petróleo.
A área onde os animais foram encontrados é uma reserva extrativista marinha gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo a gestora da unidade, Diana Alencar, foram recolhidos, por eles, 18 animais, que estavam em avançado estado de decomposição. O trabalho foi acompanhado pela prefeitura do município. De acordo com Mariana Santiago, coordenadora técnica da Secretaria de Meio Ambiente do município, de fato não havia sinal de óleo nos cágados.
As duas explicaram que os animais serão analisados, sendo dois deles levados pela Polícia Federal (PF) para que sejam analisados em Brasília, junto com outros animais que foram encontrados mortos recentemente no Estado, como os golfinhos e uma ave oleada. Os outros animais serão levados para o campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em Viçosa, onde funciona o curso de medicina veterinária. Emerson Soares, professor da instituição, também acompanhou o recolhimento dos cágados e vai estudar o que provocou as mortes. Ele pondera que ainda é “prematuro” para afirmar a causa.
O professor contou que deve considerar hipóteses como a ação de poluentes, que podem ser agrotóxicos que são usados nas plantações perto da região, como o óleo que está presenta nas praias nordestinas.
“De fato é um caminho longo para que o óleo tenha chegado, mas esse óleo avançou 7 quilômetros no rio Coruripe, ele pode ter chegado em pequenas partículas na lagoa”, explicou o professor. Ele relatou ainda que foi recolhida amostra da água da lagoa para que seja analisada.
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Outra possibilidade a ser considerada, segundo Emerson Soares, é de que redes de pesca tenham impedido com que os bichos chegassem à superfície para respirar. Ainda sobre pesca, ele descartou que os animais tenha sido mortos para servir de isca, já que não há marcas de corte nos bichos.