loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Contaminação

Maceió registar mais de 100 novos casos de Aids este ano

De janeiro até o dia 30 de outubro, 87 homens e 26 mulheres tiveram o diagnóstico positivo para o vírus HIV na capital

Ouvir
Compartilhar
Teste rápido de sangue detecta HIV, sífilis, hepatite B e C; laudo chega a ser divulgado em no máximo quarenta minutos
Teste rápido de sangue detecta HIV, sífilis, hepatite B e C; laudo chega a ser divulgado em no máximo quarenta minutos -

Causada pelo HIV, vírus da imunodeficiência humana, que invade e destrói as células de defesa, a Aids vem fazendo mais vítimas em Maceió. Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) apontam que, até o dia 30 deste mês, 87 casos foram registrados entre homens, enquanto 26 mulheres foram diagnosticadas com a doença, totalizando 113 novos casos somente em 2019. O HIV é transmitido de uma pessoa para outra por meio de sangue, relação sexual ou, até mesmo, através do leite materno, e requer atenção aos sintomas. Conforme o infectologista Fernando Maia, há quase 40 anos que a doença foi descoberta, mas médicos e pesquisadores ainda vivem em busca da cura, porém, sem sucesso. “Sendo uma doença de transmissão sexual, a Aids tem tratamento, mas não a cura. No entanto, se não tratada, pode levar uma pessoa a óbito. Sendo assim, é preciso cuidado e comprometimento durante o tratamento”, enfatizou o especialista. Ainda segundo Maia, todos estão propícios ao vírus, independentemente da idade que estiverem. “Não existe isso de ser novo ou velho. Basta ter relação sexual sem preservativo, que uma pessoa pode ser infectada. Para se ter uma ideia, a doença vem crescendo, também, entre idosos”, destacou. Sobre os sintomas, ele alertou que são variáveis e, por conta disso, é necessário cuidados com a saúde, a exemplo de consultas periódicas com especialistas. “Tem pessoas que começam com uma diarreia, pneumonia e, também, com meningite. A manifestação é diversa. Também é difícil aparecer sintomas significativos da doença logo após a infecção pelo HIV. Depois de um período, que em geral varia de três a seis semanas, podem surgir os sintomas iniciais”, explicou. “O importante é procurar um médico de confiança para iniciar o tratamento, quando a doença for descoberta. Hoje, o tratamento já consegue controlar os males da Aids. Além disso, o ideal é fazer o teste de detecção sempre que ter contato com uma outra pessoa sem a segurança necessária”, disse o infectologista, acrescentando que as medicações tomadas durante o tratamento não interfere nos hábitos do dia a dia dos pacientes, podendo eles levar uma vida normal.

PANORAMA EM ALAGOAS

O Dia Mundial de Combate à Aids é lembrado neste 1° de dezembro, mas não há o que comemorar. É que a doença afeta principalmente alagoanos na chamada idade ativa. Em 2017, foram confirmados 441 casos de Aids no Estado e, no ano passado, foram 444 registros. Diante desses dados, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) acredita que este ano deve ultrapassar o número de casos de Aids em relação a 2018. Quando se fala em pessoas com HIV, foram 836 registros em 2017 e, no ano passado, um total de 873 pessoas notificadas com o vírus. Segundo a Sesau, a maior parte desses registros apareceu depois que pessoas procuraram as unidades de saúde credenciadas ou participaram de mutirões de saúde em diversos bairros para fazer o teste rápido que detecta, entre outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), a presença do HIV no organismo. O aposentado Edilson Souza convive com o HIV desde o ano 2000. Quando descobriu que tinha contraído a doença ele ficou desesperado. “Tirar o chão dos pés. Parece que todo mundo sabia de você”, afirmou. A contaminação aconteceu depois de Souza ter se relacionado sexualmente sem preservativo. A partir daí, começou o tratamento e se tornou voluntário de um grupo que acompanha as pessoas que também têm o vírus. Já o estudante Raul Nogueira, de 28 anos, descobriu há dois que é soropositivo. “Descobrir uma doença crônica é uma coisa que machuca você, porque você vai ter que carregar para a vida inteira. É uma doença ruim, mas que tem tratamento. A gente tem que ter a noção de que pode acontecer com a gente a qualquer momento. Entretanto, só nos restam forças para seguir firme no tratamento”, reiteirou.

Relacionadas