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De cada 10 CDs do mercado, 8 s�o piratas

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O presidente da Associação Brasileira de Combate à Falsificação, Fernando Ramizzini, afirmou, ontem, que a estimativa, hoje, no Brasil, é de que em cada 10 CDs que circulam no mercado, oito são piratas. Segundo Ramizini, o setor de CDs caminha para o mesmo destino do de fitas de áudio, que desapareceu por completo por causa da indústria de falsificação. Ele enfatiza, no entanto, que o combate à pirataria deve ser concentrado nas fábricas que produzem as falsificações e não só nos pequenos ambulantes. A Associação Brasileira de Combate à Falsificação é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, com inscrição no Ministério da Justiça. Tem entre seus associados mais de 120 empresas de grande porte, a maioria afetada pela falsificação de seus produtos. ?Atuamos em todo o território nacional em parceria com o Ministério da Fazenda, Vigilância Sanitária e Polícia Federal?, explica Ramizini, salientando que praticamente todos os grandes produtos são alvo da pirataria. ?Hoje se falsifica de tudo desde medicamentos, camisinhas, instrumentos cirúrgicos e até cerveja?, observa. Em Alagoas, os principais alvos das falsificações são as autopeças, principalmente rolamentos, e os cigarros. Ramizini alertou para o perigo à saúde das pessoas que estão consumindo cigarros falsificados no Paraguai. Ele explicou que os cigarros produzidos no Paraguai, com marcas conhecidas brasileiras, também sofrem qualquer tipo de controle da Vigilância Sanitária. Selo As falsificações são tão perfeitas que chegam a ter o selo da Receita Federal. ?Todos os cigarros bons têm controle da Agência da Vigilância Sanitária (Anvisa), o problema dos produzidos no Paraguai é que eles vêm com inseticidas com organoclorados, há 18 anos proibidos no País, além de cabelos e asas de inseto?, exemplifica. ?Se o cigarro bom já faz mal à saúde, imagine esses produzidos no Paraguai sem qualquer controle sanitário?. Ramizzini acrescenta que existem atualmente 36 fábricas de cigarro no Paraguai. No ano passado, foram apreendidas 1.300 toneladas de cigarros falsificados, cujo descarte requer muito cuidado para não afetar o meio ambiente. Os cigarros falsificados não podem ser queimados, por isso é feito uma compostagem, que depois é espalhada à margem das estradas. O presidente da Associação Brasileira de Combate à Falsificação esclareceu que a entidade não tem poder de polícia, mas faz denúncia aos órgãos competentes. Essas denúncias podem ser feitas à entidade pelo telefone: (11) 3106-5149.

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