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M�dico acusa empresa de c�rcere privado

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BLEINE OLIVEIRA Funcionário da empresa há cerca de seis anos, o médico José Silvestre decidiu processar a empresa Cimento Atol, localizada em São Miguel dos Campos, acusando a indústria de tê-lo submetido a cárcere privado e a humilhação. Ele denuncia, também, que foi demitido ilegalmente, pois é membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Para demiti-lo, reclama o médico, a gerência da Atol mandou-o a Recife (PE). ?Avisaram-me que o objetivo da viagem seriam minhas atividades como membro do subgrupo da empresa que elabora um programa de saúde ocupacional?- declara José Silvestre. A fábrica de cimento Atol faz parte do grupo industrial Cimento Português (Cimpor), uma multinacional que tem oito unidades no Brasil. O médico alagoano revela que há dois anos vem participando do projeto do Cimpor que implementa o Sistema Integrado de Saúde Ocupacional. ?Seria normal viajar a Recife ou a qualquer outra unidade para participar de reuniões sobre meu trabalho. Por isso, viajei tranqüilo?- acrescenta Silvestre. No seu relato, o médico denuncia que ficou trancando numa sala, durante várias horas, até que a coordenadora de segurança do Cimpor, Mírian Soares, com mais dois gerentes da empresa em São Miguel, lhe informou da demissão. ?Eles me desrespeitaram como profissional e como pessoa, tomaram a passagem de avião que eu havia recebido antes, e me obrigaram a vir de carro?- disse o médico, que é ex-presidente da Câmara Municipal de São Miguel. A gerente de Recursos Humanos da Atol, Cláudia Regina, negou as acusações de cárcere privado e humilhação. Segundo ela, José Silvestre foi demitido de acordo com a política administrativa da empresa. Sobre a viagem dele a Recife, Cláudia explicou que, como o setor de Medicina do Trabalho de todas as unidades do Cimpor está subordinado à Coordenação Geral do Programa de Segurança e Medicina do Trabalho, coube à coordenadora, engenheira Mírian Soares, informá-lo da decisão. ?Não houve qualquer anormalidade, o encontro durou cerca de 30 minutos?- afirma Cláudia Regina, acrescentando que o afastamento do médico ocorreu nos mesmos moldes que o de qualquer outro funcionário.

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