Desastre ambiental
Mais de 2,4 mil toneladas de óleo já foram retiradas das praias de AL
Apesar da redução das manchas no litoral alagoano, equipes mantêm rotina de trabalho
Apesar da redução de manchas de óleo no litoral alagoano, as equipes ainda mantêm rotina de trabalho em parte das localidades como é o caso de Japaratinga, Piaçabuçu, Barra de São Miguel e Feliz Deserto, onde nessa terça-feira (26) estão militares do Exército e da Marinha.
Do dia 11 de novembro até essa terça-feira (25), a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) na região Metropolitana já recebeu mais de 2,4 mil toneladas de petróleo cru.
As praias de Japaratinga e Maragogi registraram – até agora – maior concentração de resíduos, respectivamente, mais de 797 toneladas e 554 toneladas de manchas de óleo, de acordo com a assessoria da CTR.
A assessoria de comunicação do Exército disse que os militares estão atuando de acordo com a demanda. “Temos vinte atuando no litoral. Não tem previsão de quanto tempo ficaremos, depende dos órgãos de meio ambiente. Enquanto houver necessidade nós estaremos, se necessário será empregado efetivo menor”, explica o tenente Marcos Torres, oficial de Comunicação Social 59º BIMTz.
Ainda de acordo com a CTR, foram recolhidos pela Prefeitura de Coruripe 138 toneladas de material; de Piaçabuçu, cerca de 530; de Feliz Deserto, quase 374 toneladas.
Na Barra de São Miguel foram mais de 12 toneladas, na Praia de Ipioca de menos de uma tonelada; de Jequiá da Praia 1,40; Japaratinga, quase 800 toneladas, além de quatro em Roteiro e na Barra de Santo Antônio mais de 8 toneladas.
De acordo com informações do Ibama, foram encontradas em áreas oleadas até essa terça, 28 animais no litoral alagoano, vinte e um deles estavam mortos.
As ações para conter o avanço e prejuízo ao meio ambiente com o óleo na costa são monitoradas pelo Grupo Técnico de Acompanhamento (GTA) - formado por representantes do IMA, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Defesa Civil, Exército e da Marinha.