Cidades
CRM: comiss�o critica indica��o de Jos� James
O deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) criticou, ontem, a nomeação de José James para coordenar o Departamento Socioeducativo da Secretaria Executiva da Justiça do Estado, depois que ele foi exonerado da direção do Centro de Ressocialização de Menores, por causa de acusações de maus-tratos. O parlamentar lembrou que a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa constatou irregularidades na gestão do então diretor e que ele próprio afirmou, literalmente, não ter preparo para assumir aquela função. ?Estranhamos, portanto, que José James tenha sido promovido para um cargo de tamanha responsabilidade com a reeducação dos menores infratores?, observou Paulão, um dos integrantes da comissão. Ele explicou que o trabalho com as crianças e adolescentes do CRM deve ser desenvolvido no sentido de resgatar a cidadania. ?Quem está ali é porque cometeu algum delito, mas foi encaminhado ao local para se reeducar e conquistar novamente a liberdade do convívio social. É feito todo um trabalho de educação, conscientização, construção da auto-estima, enfim, envolve uma série de ações humanitárias para sedimentar na personalidade dos reeducandos uma nova postura de vida?, ressaltou o parlamentar, acrescentando que qualquer forma de maltrato nega os princípios da reeducação a que se propõe o CRM. Critérios Ele questiona quais os critérios usados para a promoção do ex-diretor do CRM. Mas o secretário de Justiça, coronel Ronaldo dos Santos, disse que não tinha conhecimento de que havia denúncias contra José James que pudessem colocar em questão a indicação para o cargo e que a questão será revista. Atualmente, quem responde pela direção do CRM é Ana Lúcia Omena, que já iniciou um trabalho diferenciado no Centro. Ela explicou que os voluntários e funcionários não podem se portar como policiais. ?A maneira de abordar os adolescentes, realmente, precisa ser mudada e estamos promovendo treinamento para qualificar nosso pessoal ao serviço. Os infratores estão em processo de reeducação, precisam se sentir pessoas respeitadas e humanas?, lembrou a diretora.