Cidades
PGE decide hoje como garantir vinda de armas
ANA MÁRCIA O procurador-geral do Estado, Ricardo Mero, revelou que o governo de Alagoas está diante de um impasse, ao ter vencido o prazo para o recebimento das armas italianas pagas e não enviadas: ou vai buscá-las na Itália ou exige juridicamente o ressarcimento dos R$ 600 mil investidos, além de perdas e danos causados, adotando medidas legais contra a empresa italiana Franchi. O caminho seguido deverá ser escolhido, no máximo, hoje à tarde, cujas opções jurídicas serão apresentadas pela Procuradoria-Geral do Estado ao governador Ronaldo Lessa e ao secretário de Estado da Defesa Social, Robervaldo Davino. ?Recebi um pedido do secretário de Defesa Robervaldo Davino e todas as medidas judiciais serão adotadas para que o Estado não sofra qualquer lesão em suas finanças?, garantiu Ricardo Mero, ontem pela manhã, ao explicar que sua assessoria técnica iria avaliar toda a questão para apresentar as possíveis soluções. De acordo com o procurador, haverá uma decisão final superior em relação ao caso, a qual prevalecerá o caminho de maior operacionalidade. A compra foi negociada com a Secretaria de Defesa Social em dezembro de 2000. A aquisição representa um lote com 140 espingardas calibre 12, semi-automáticas, que deveriam ter sido embarcadas num vôo de Milão para o Brasil e, em seguida, seriam desembarcadas no Aeroporto Zumbi dos Palmares. A compra das armas acabou se transformando numa ?novela?, em função das dificuldades encontradas para o Estado dispor do objeto de sua compra. Por várias vezes, o governo foi informado que a chegada da carga seria adiada, com desculpas colocadas na burocracia ou nas dificuldades de transporte aéreo.