Cidades
Falta de professor encurta aulas em escola da periferia
FÁBIA ASSUMPÇÃO Alunos da Escola Geraldo Melo Santos, no Conjunto Graciliano Ramos, estão sendo obrigados a voltar para casa mais cedo por falta de professores nas disciplinas de Ciências Exatas, como Matemática, Física, Química e Biologia. Quando não saem mais cedo, alguns alunos ficam ociosos até por mais de duas horas, aguardando as aulas das disciplinas que têm professores. A escola foi inaugurada há menos de um mês e o ano letivo só foi iniciado no dia 19 deste mês. A diretora-geral da escola, Maria Aparecida da Silva Mota, reconhece que a situação é preocupante. Além da escola ter de funcionar com um calendário especial, porque iniciou o ano letivo com atraso de mais de dois meses, ainda terá de repor as aulas das disciplinas que estão sem professores, quando eles forem contratados. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) obriga o cumprimento de 200 dias letivos. A expectativa é de que a carência desses professores seja coberta pela contratação dos monitores, que só deverão estar em sala de aula a partir da segunda quinzena de junho. Enquanto esses professores não chegam, a direção da escola preenche os horários ociosos dando noções de cidadania e de preservação do prédio da escola. Mas, há também problemas por causa do excesso de alunos. O prédio tem apenas 14 salas de aula e capacidade para 1.600 alunos. Mas hoje estão matriculados 2.972 alunos.