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G�meos explorados por m�e est�o em tratamento

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FÁTIMA ALMEIDA Os gêmeos de 1 ano e 4 meses, recolhidos pelo Conselho Tutelar da Criança, na última quinta-feira, quando estavam sendo utilizados pela mãe, A. F. S., também menor (14 anos), para pedir esmolas num sinal de trânsito, em Mangabeiras, continuam internados na clínica Santa Maria Goretti para tratamento de saúde. Um deles está com desnutrição de 1o grau e dermatite, causada pela intensa exposição ao sol. No outro, foi diagnosticado monilíase oral e erro alimentar. Eles estão sendo acompanhados pela mãe e os três, acompanhados pelo Conselho, que está avaliando qual será o destino das crianças, depois da alta hospitalar. Segundo a conselheira Goreti de França Moura, que encaminhou as crianças ao hospital, a primeira medida do Conselho foi de proteção à saúde de ambas. E como nesse caso a mãe é também menor, o caso está sendo avaliado e os pais da adolescente, avós dos garotos, serão notificados e advertidos. ?Há todo um estudo da situação. Num primeiro momento, eles devem voltar para a companhia dos avós. Mas se não houver condições de permanecerem com a mãe e os avós, devemos encaminhar o caso à Defensoria Pública ou ao Juizado de Menores?, explica a conselheira Eliane Teles. As conselheiras explicam que casos dessa natureza, que demonstram exploração ou negligência dos pais em relação às crianças, são freqüentes no dia-a-dia dos conselhos tutelares. Ontem, elas estavam solucionando o caso de um menor de 4 anos, que desapareceu da casa dos avós, no Feitosa, na última sexta-feira, onde foi deixado praticamente sozinho. Na casa tinha apenas o avô, que não se locomovia. O menino foi encontrado por populares e encaminhado à Delegacia de Menores, que, por intermédio do Conselho Tutelar, o encaminhou à Creche Adoção. Ontem, a mãe e o padrasto da criança apareceram. Ela contou que deixou o filho com seus pais e saiu para procurar emprego. A avó do menino, por sua vez, saiu de casa e o deixou com avô doente. O menino saiu e se perdeu nas ruas. ?Desde sexta-feira, a gente anda procurando o meu filho. Eu não sabia que existia o Conselho, até que duas estudantes mandaram a gente procurar aqui. Graças a Deus, encontramos?, desabafou Rosinete Santos, a mãe.

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