loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Concurso: desembargadora admite pedir interven��o

Ouvir
Compartilhar

A desembargadora Elizabete Carvalho do Nascimento vai pedir intervenção federal em Alagoas e a prisão do secretário de Administração, Valter Oliveira, se o governador Ronaldo Lessa insistir em desobedecer liminares da Justiça que garantem a nomeação de 30 concursados da Polícia Civil por ordem de classificação de candidatos. A desembargadora acusa o governador de rasgar a Constituição e negar o estado democrático de direito, ao nomear pessoas cujas classificações foram inferiores a destes candidatos. ?Um governante não pode deixar de cumprir uma ordem judicial, não pode ficar rasgando a Constituição, por ser ele a figura mais importante dentro do Estado para preservar os pressupostos constitucionais?, declarou Elizabete Carvalho, ao ressaltar que Alagoas vive uma quebra do estado democrático de direito. De acordo com suas afirmações, não havendo o cumprimento das liminares para que se restabeleçam critérios de classificação destas pessoas prejudicadas, o caminho será partir para a solicitação de intervenção federal no Estado. Segundo a desembargadora, o secretário Valter Oliveira e o governador Ronaldo Lessa devem ter coragem de voltar atrás e retirar as pessoas nomeadas indevidamente. O concurso da Polícia Civil foi realizado no primeiro semestre do ano passado. Os problemas começaram quando o governo resolveu aproveitar pessoas que formavam uma reserva técnica, que, com os aprovados nas primeiras classificações, fizeram curso obrigatório na Academia da Polícia Civil. Para nomear, não foi obedecido o critério de classificação do concurso, mas uma média das maiores notas obtidas no ?provão? da Academia de Polícia, ou seja, os aprovados tiveram de concorrer com esta reserva técnica. O secretário de Comunicação Social Joaldo Cavalcante nega que o governo esteja descumprindo decisões da Justiça. Segundo ele, a ordem de classificação dos candidatos, na hora da convocação dos aprovados, está sendo seguida, observando-se apenas questões referentes ao número de vagas e à capacidade financeira do Estado. (AM)

Relacionadas