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Policiais decidem pela manuten��o da greve

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CAIQUE MARQUEZ O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) realizou, ontem à tarde, no auditório da sede da entidade, uma assembléia de avaliação da greve deflagrada na última quinta-feira. O presidente do Sindpol, Carlos Jorge da Rocha, declarou que a categoria está tentando abrir um canal de negociação com o governo, mas não quis adiantar o nome do intermediador. ?A greve continua. Não vamos abrir mão de nossas reivindicações?, salientou. Carlos Jorge disse que o sindicato está permitindo a continuidade de alguns serviços, como flagrantes, termos circunstanciados, bomba de combustível e o Instituto Médico Legal (IML). ?A Polícia Civil tem duas datas-base para serem cumpridas pelo governo. Até agora, só foi colocada em pauta uma delas. A polícia e a Educação são as duas únicas categorias que possuem data-base no Estado. A cada ano o governo tem de promover a reposição salarial. Contudo, no ano passado não houve reposição, por causa da eleição para presidente, governador, senador e deputados?, explicou o sindicalista. De acordo com Carlos Jorge, o governo concedeu 6% de reajuste esse ano, referente à data-base de 2002. A categoria quer agora o cumprimento da data-base de 2003, que acontece em agosto. ?O governo diz que não tem dinheiro, mas concedeu 38% de reajuste aos delegados e procuradores. Além disso, aumentou o teto salarial e fez a reforma do Estado, criando 54 secretarias. A categoria dos policiais civis não está satisfeita com apenas 6% de reajuste?, frisou Carlos Jorge. Outra reivindicação dos policiais é o adicional noturno. ?Os delegados, juízes, desembargadores e procuradores possuem verba de representação e o adicional noturno deles, bem como todas as vantagens estão embutidos nessa verba. Os policiais não têm isso. Queremos que o adicional noturno seja distribuído aos policiais, que ganham miséria?, ressaltou o presidente do Sindpol.

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