Cidades
Entidades discutem combate � prostitui��o infanto-juvenil
BLEINE OLIVEIRA Apesar de não existirem estatísticas, os registros de violência sexual contra crianças e adolescentes têm crescido em Alagoas. As denúncias são freqüentes e diversas. Há casos de meninas sendo usadas como prostitutas no trecho próximo ao Posto da Polícia Rodoviária Federal, no Tabuleiro, e o surgimento de ?barcos-táxis? que levam menores até navios atracados no Porto de Maceió, em Jaraguá. A situação tem se agravado tanto que, para combatê-la, órgãos e entidades públicas e não-governamentais do Estado decidiram unificar as ações de combate à prostituição e a todo tipo de violência cometida contra crianças e jovens. Ontem, numa reunião no Ministério Público Estadual, representantes da Procuradoria Regional do Trabalho, Delegacia Regional do Trabalho, Ufal, Projeto Sentinela, Cedeca, Secretaria Municipal de Assistência Social, Departamento de Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e outros, firmaram acordo de ação conjunta. A estratégia é que o trabalho seja executado de forma articulada. ?Quando trabalhamos isoladamente os efeitos não são os esperados?- disse o coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude do MP, promotor Ubirajara Ramos. Segundo ele, no próximo dia 17, o grupo volta a se reunir para discutir e aprovar as ações planejadas. Todos os órgãos e entidades envolvidos nessa luta vão atuar na operação que será deflagrada em curto prazo, e que, a partir de agora, deverá ser sistemática. A data de início da operação deve ser definida pelo Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil, da Procuradoria Regional do Trabalho.