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Servidores rejeitam abono e mant�m greve

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BLEINE OLIVEIRA Os servidores municipais rejeitaram a proposta de abono salarial e mantêm a greve na Prefeitura de Maceió. Hoje, segundo o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindpref), Sidney Lopes, os funcionários voltam a ocupar prédios públicos como as sedes das secretarias de Finanças, Administração e outros. ?A greve é por tempo indeterminado ou até que a prefeita apresente uma proposta digna?- disse o sindicalista, reafirmando que a categoria mantém sua reivindicação principal: 38% de reposição salarial. Lopes disse, ainda, que os funcionários condenam a informação de que o pagamento dos salários pode atrasar em conseqüência das ações realizadas pelo sindicato. Segundo o vice-presidente., Sidney Lopes, o pagamento é feito com os recursos do FPM, que estão sendo liberados, hoje, e não com o dinheiro da arrecadação. O abono de R$ 30,00 para quem ganha até R$ 350,00 foi rejeitado pelos servidores, sob a alegação de que apenas 1.500 dos cerca de 13 mil funcionários municipais seriam beneficiados. Também em greve, os professores da rede municipal participam de uma assembléia, nesta quinta-feira, 12, às 9 horas, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), ao qual são associados. A prefeita Kátia Born disse, ontem, que não pode aumentar o valor da folha de pagamento. ?Não posso acrescentar à folha nada que eu não possa cumprir?- disse ela, explicando que em sua gestão tem procurado beneficiar os servidores de menores salários. Segundo Kátia Born, uma comissão do município está estudando a folha para que ela possa ter um quadro real da situação. Com esses dados, a prefeita tem a intenção de aumentar os salários de quem ganha até R$ 500,00. A greve também continua na rede estadual de ensino. Os professores fazem vigília na Praça Floriano Peixoto, sede do governo alagoano. ?Vamos continuar em greve?- disse a professoras Girlene Lázaro, diretora do Sinteal, revelando que a categoria está discutindo com os secretários de Administração Valter Oliveira, e de Educação, Rosineide Lins, uma proposta intermediária entre o que reivindicam e os 6% oferecidos pelo governo. ?Queremos a correção da tabela de salários?- reafirma a dirigente sindical. A categoria, espera que ainda esta semana a proposta do Sinteal seja analisada pelo governador Ronaldo Lessa. O vice, Luís Abílio de Sousa, está articulando um encontro de Lessa com o Sindicato.

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