Cidades
IML vai catalogar ossadas para identifica��o por exame de DNA
O novo diretor do Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML), Luiz Fernando Silva de Barros, pretende catalogar todas as ossadas humanas que estão no órgão, para que posteriormente seja realizado trabalho de identificação daqueles corpos. Mas ele propõe que, a exemplo do que já ocorre em outros estados, sejam guardadas partes e não todo o cadáver como ocorre atualmente. A tecnologia moderna permite a identificação pelo DNA de parte do corpo. Por isso, o diretor do IML não vê prejuízos a essa identificação se forem arquivados, por exemplo, somente a cabeça e o fêmur (ou qualquer osso longo) do cadáver. Onde estão agora, as ossadas estão expostas a fungos e outros danos. Armazenamento O IML, ressalta Luiz Fernando, enfrenta problemas para armazenar todos os corpos sem identificação que lá foram deixados. Para que esse armazenamento seja feito de forma eficiente e sem prejuízo de uma futura investigação, o diretor pediu apoio do Ministério Público e do Conselho Estadual de Direitos Humanos. Ele quer que todo o trabalho seja acompanhado por estes dois órgãos para evitar suspeição. ?Será um trabalho transparente?- disse o diretor do IML. Para acompanhar a catalogação, o MP indicou o promotor Luiz José Gomes Vasconcelos. Sobre as ossadas encontradas em cemitérios clandestinos, Luiz Fernando disse que será difícil definir o que fazer, já que foram misturadas, no momento da coleta no local onde foram encontradas. ?Essas ossadas estão num lote separado, enquanto estudamos o que fazer?- acrescentou o diretor do IML.