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Federais cruzam os bra�o sem greve de advert�ncia

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FÁTIMA ALMEIDA Diversas repartições públicas federais em Alagoas pararam, ontem, em greve de advertência de dois dias contra o projeto de reforma da Previdência do governo federal, que começa a tramitar hoje, no Congresso Nacional. Caravanas de servidores foram para Brasília participar de uma série de manifestações articuladas pelas federações e Central Única dos Trabalhadores. De Alagoas saíram três ônibus. Na Delegacia da Receita Federal, auditores e técnicos cruzaram os braços. Apenas os serviços essenciais como mandado de segurança, liberação de perecíveis para navios no porto, CPF para casos urgentes, autorização para tripulantes descerem ou subirem a bordo foram mantidos. Na sede da Polícia Federal, policiais e agentes realizaram um ato público pela manhã. ?Nossa greve é de advertência contra os absurdos que constam no projeto de reforma da Previdência?, diz Orlando Vasconcelos, presidente do Sindicato dos Técnicos da Receita Federal. ?Se o governo não ceder nas mudanças que defendemos dentro do projeto, pode haver greve geral por tempo indeterminado?, alerta Antônio de Pádua, presidente do Sindicato dos Auditores da Receita em Maceió. Os servidores públicos federais protestam contra vários itens da reforma proposta: a taxação de aposentados e pensionistas; o fim da paridade, que assegura datas de reajuste e tratamento iguais para ativos e inativos; fixação das pensões em até 70%; fixação do valor médio de aposentadoria dos atuais servidores ativos em 35 anos; e em defesa da aposentadoria pelo valor do último salário recebido e não pelo teto de 10 salários mínimos, como quer o governo. Mais sobre o assunto na página de Nacional.

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