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Assaltantes atacam no bairro de Jaragu�

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FÁTIMA VASCONCELLOS Os estudantes da Faculdade de Alagoas (FAL) denunciam que são obrigados a andar em grupo, para reduzir a chance de serem assaltados no bairro de Jaraguá. Mesmo com todas as precauções, dizem que toda semana alguém é surpreendido com arrombamento de carro. Mais recentemente, dois veículos foram levados por marginais. Um Gol branco de placa ACM 3791, de Santa Catarina, pertencente à estudante Maricélia Sthcer, do 2o período de Direito, foi ?puxado? entre 16 e 18 horas, no dia 3 de maio, em frente ao Pier Restaurante, na Sá e Albuquerque. A direção da faculdade diz ter enviado vários ofícios ao comando da Polícia Militar, pedindo segurança na área, mas não houve resposta. Na FAL, há estudantes que são da PM e da Polícia Civil. Eles sentem na pele o drama da falta de segurança. Reconhecem que é necessário colocar homens nas ruas do bairro, mas lamentam não ter poder de decisão. ?A gente tá se preparando ? segundo os estudantes - para que no futuro Alagoas tenha mão-de-obra qualificada. A sensação é de estar remando contra a maré. Não há segurança. É um absurdo?, criticam, lembrando, ainda, que o estacionamento de Jaraguá ficou sendo monitorado pelos flanelinhas e até um chaveiro passou a ocupar a guarita, construída para apoio ao pessoal de segurança. Estacionamento O gerente administrativo da FAL, Eduardo França, reconhece que não se poderia ter deixado de viabilizar no bairro um estacionamento seguro. ?É um contrasenso planejar a revitalização daquele centro histórico, tentar dar ao lugar vida nova, sem instalar as devidas condições para que as pessoas possam freqüentar o local, usufruir de tudo que tem ali. Foi um erro privatizar o estacionamento, já que ali é área pública. Como a Justiça proibiu o uso comercial do estacionamento e ninguém tinha onde estacionar, usa-se aquela área assim mesmo. Um outro problema que agravou a situação foi a falta de uma alternativa imediata para evitar deixar o cidadão sem espaço para deixar seu veículo. Ora, se todo mundo parava o carro ali, então, em nome do povo, haveria de ter sido providenciada segurança pública. Patrimônio ?Os assaltos e arrombamentos foram acontecendo um atrás do outro, livremente. Não havia ninguém zelando pelo patrimônio dos cidadãos. O território ficou favorável aos marginais, inclusive até os pontos de ônibus ficam sem segurança. As lâmpadas dos postes vivem queimadas, ajudando a ação dos ladrões. Os usuários de transporte também são assaltados com muita freqüência. Isso tudo contribuiu para que todos deixassem de freqüentar o bairro?, observou Eduardo, acrescentando que agora começa a sentir a preocupação da Secretaria Municipal de Turismo em reverter a crise do Jaraguá. Segundo ele, depois de várias reclamações sobre a falta de segurança, foi colocada no estacionamento uma viatura com dois policiais. ?A medida é louvável, mas é preciso também o policiamento ostensivo. É imprescindível colocar policiais e guardas municipais caminhando pelas ruas, fazendo ronda 24 horas, inclusive aos domingos. Nós acreditamos no projeto de revitalização, investimos no bairro trazendo cerca de 1.700 estudantes que, após as aulas, poderiam movimentar a vida noturna do bairro. Aliás, temos turmas pela manhã e à noite. Ficamos profundamente decepcionados porque imaginávamos uma coisa e infelizmente foi outra bem diferente. Os alunos e funcionários, em geral, reclamam dos assaltos. Eu mesmo já tive meu carro roubado aqui no bairro?, lamentou, enfatizando que ainda tem esperança de que o quadro seja revertido.

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