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Promotora defende a��o educativa para o tr�nsito

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A promotora da 5ª Vara Criminal de Acidentes de Trânsito, Marluce Caldas, afirmou, ontem, que se não houver investimentos para educação de pedestres e motoristas o número de acidentes de trânsito com lesões graves vai continuar aumentando. O alerta foi dado durante uma reunião entre representantes do Poder Judiciário e de órgãos ligados ao trânsito com técnicos da Perícia do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), no Hotel Tambaqui. O objetivo da reunião foi mostrar a importância do trabalho dos peritos para o andamento dos processos que tramitam na Justiça por homicídio ou lesão grave no trânsito. A média anual de atendimento da Perícia é de seis mil acidentes. De acordo com o juiz da 5ª Vara Criminal de Acidentes de Trânsito, Roldão Oliveira, metade dessas ocorrências é resolvida no próprio local e não gera processo na Justiça. E a maior parte dos processos instaurados tem relação com lesões graves (atropelamentos) e acidentes provocados por motoristas embriagados. A promotora Marluce Caldas enfatizou a necessidade de que não só os peritos, mas os policiais do Batalhão de Trânsito (Bptran) e os agentes da Polícia Judiciária (principalmente os delegados) sejam orientados sobre os procedimentos corretos em relação aos acidentes de trânsito. Marluce destacou que os peritos do Detran vêm realizando uma bom trabalho, mas há uma certa negligência por parte da Polícia Judiciária em apurar os crimes de trânsito. ?São poucas as denúncias feitas de mortes causadas no trânsito por motoristas embriagados. Ela ressaltou que nem sempre o Instituto de Criminalística pode estar em todos os acidentes e a perícia chega primeiro ao local. ?O primeiro procedimento a ser adotado em caso de o motorista estar embriagado é fazer o teste do bafômetro. ?Se ele se negar a fazê-lo, é preciso recorrer a testemunhas que comprovem sua embriaguez?, orientou.

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