Cidades
Professores v�o flexibilizar negocia��es com o governo
FÁBIA ASSUMPÇÃO Os professores da rede municipal decidiram, ontem, manter a greve da categoria, pelo menos até a próxima quinta-feira, quando voltam a se reunir em assembléia para avaliar o andamento das negociações com o município. A decisão foi tomada, ontem, pela manhã, durante assembléia conjunta dos professores da rede municipal e estadual. Na ocasião foi aprovada a proposta de se flexibilizar as negociações com o município. A categoria reivindica um reajuste salarial de 27%, mas pode retornar ao trabalho mesmo que esse índice não seja atendido, caso haja avanços em outros itens como em relação ao Plano de Cargos e Carreiras (PCC) do Magistério. A mesma deliberação foi tomada em relação aos professores da rede estadual. De acordo com a presidenta do Sinteal, Lenilda Lima, as negociações com o governo do Estado tem se mostrado mais difícil que no município. Até ontem, o Sinteal aguardava o agendamento de uma nova audiência com o vice-governador Luís Abílio de Sousa. O sindicato apresentou uma proposta alternativa de reajuste, em torno de 16%, o que causaria um impacto na folha de R$ 3 milhões. A proposta do governo reduziria esse impacto para apenas R$ 708 mil, atingindo 15.500 professores. Extra-oficialmente, de acordo com Lenilda, foi discutida a possibilidade de o governo aumentar esses recursos para R$ 1, 5 milhão, o mesmo volume utilizado quando da implantação do PCC do Magistério do Estado.