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Len��is subterr�neos do Tabuleiro podem secar

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Um estudo realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) mostra que os níveis do lençóis subterrâneos podem rebaixar a ponto de acabar com as nascentes em toda a região do Tabuleiro do Martins, inclusive do Catolé e algumas do Pratagy, sistema projetado para garantir o abastecimento d?água de Maceió nos próximos anos. O alerta foi feito pelo professor de meio ambiente do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), José Vicente Neto, durante recente entrevista ao Bom Dia Alagoas, na TV GAZETA. A situação do sistema Catolé foi tema de um debate promovido pela Ufal. Segundo Vicente Neto, a universidade iniciou, em 2000, um trabalho de pesquisa sobre os lençóis subterrâneos da região do Tabuleiro do Martins, fazendo uma projeção de 20 anos para que eles garantam água suficiente para o abastecimento da área. ?Essa projeção foi feita sem acrescentar nenhum dos 200 poços já existentes hoje na região pela Companhia de Saneamento e Abastecimento d?Água de Alagoas (Casal), além dos bombeamentos dos poços particulares e de condomínios?, observou o professor. Ele explicou que a vazão dos rios é perenizada pelas águas subterrâneas, que funcionam na região do tabuleiro como recarga natural dos meios aqüíferos existentes. Um monitoramento que vem sendo realizado pelo projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeal) demonstra que os níveis desses lençóis vêm baixando a cada ano. A solução apontada para esse problema, de acordo com Vicente Neto, seria o zoneamento da cidade de Maceió para identificar as áreas onde não há comprometimento do lençol subterrâneo. Os recursos para realizar esse trabalho poderiam ser viabilizados por meio da criação da Bacia do Tabuleiro, como estabelece a Lei de Recursos Hídricos de Alagoas, criada em 1997. O professor salienta, no entanto, que a dificuldade de criação de comitê da Bacia do Tabuleiro é que ela não é formada por rios, e sua formação é feita por evaporação ou infiltração no lençol freático. Ele defende mudanças na legislação que possibilitem a criação dos comitês de bacias que não possuem rios. Atualmente, apenas 20% da água que abastece Maceió vem da bacia do Catolé e os 80% restantes 80% são provenientes dos poços tubulares profundos. O professor Vicente explica que paulatinamente os rios que são perenizados pelas águas subterrâneas, existentes na área do Tabuleiro, têm sua vazão reduzida pelo excesso de extração, chamado tecnicamente de explotação. ?Hoje, existem mais de 200 poços na região do Tabuleiro e a Casal tem perfurado cada vez mais para garantir o abastecimento da cidade, pois o sistema Catolé/Aviação está esgotado?. Ele salienta que algumas intervenções do homem ajudam a agravar esse processo, como derrubada das matas ciliares e o mau uso das terras em torno da bacia.

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