Cidades
Alagoas registrou um óbito de bebê a cada 16 horas em 2018
Estado tem o 5º maior índice de mortalidade infantil do País; em Maceió aumento foi de 11%

A cada 16 horas em média, um bebê morreu em Alagoas antes de completar um ano de vida, no ano passado. Segundo as Estatísticas do Registro Civil 2018 divulgadas nesta quarta-feira (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram 567 bebês mortos em 2018 - um aumento de 5,9% em relação ao ano anterior, que registrou 535 mortes. As mortes não tiveram as causas especificadas e vão desde óbitos clínicos a mortes violentas. Outro dado exposto pelo IBGE diz respeito aos óbitos fetais, ou seja, que morreram antes mesmo de nascer. Em Alagoas, conforme o levantamento, também houve crescimento nestes casos, passando de 413 em 2017 para 500 no ano seguinte, o que representou um aumento de 21%. A capital alagoana também segue a tendência de crescimento observada no estado. Foram 189 mortes de menores de um ano em 2018, mais que as 170 registradas no ano anterior, crescimento de 11%. O número de bebês nascidos vivos em Alagoas também cresceu em 2018. De acordo com o levantamento do IBGE, foram 51.757 nascimentos, 4% a mais que em 2017, quando o estado registrou 49.769 nascidos vivos.
Em todo o País, o número de mortes antes de completar 1 ano de idade caiu de 12,8 a cada mil nascidos vivos em 2017 para 12,4 por mil em 2018. Já até os 5 anos de idade, o índice declinou 3,4%, de 14,9 por mil para 14,4 por mil. “A mortalidade infantil tem causas normalmente evitáveis e, principalmente nesses primeiros anos de vida, está muito relacionada às condições em que a criança vive. Conforme melhoram as condições de saneamento básico da população e o acesso a vacinas e atendimentos de saúde, diminuem os índices de morte infantil. Se conseguirmos reduzir a taxa atual pela metade, isso significará menos 15 a 20 mil mortes de crianças por ano”, comenta Minamiguchi.
Quanto aos estados, a menor taxa de mortalidade infantil foi encontrada no Espírito Santo: 8,1 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. Já a maior foi a do Amapá, com 22,8 por mil. Alagoas ocupa a 5ª posição nacional com taxa de 17,3.
A mortalidade das crianças menores de 1 ano é um importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região. As taxas no Brasil estão melhorando gradativamente, mas ainda estão longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo, mesmo nos estados do Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, com índices abaixo de 10 por mil. Japão e Finlândia, por exemplo, possuem taxas abaixo de 2 por mil. Dentre os países que compõem os Brics, o Brasil está mais próximo da China, que tem mortalidade infantil de 9,9 por mil.