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Incra pede � PF para desarmar fazendeiros

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Tanto as lideranças dos sem-terra quanto a direção estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) condenaram declarações de um grupo de fazendeiros de que estão organizados para combater os movimentos que lutam pela terra em Alagoas. Proprietários de terra na Zona da Mata admitem, inclusive, usar a força para impedir ocupações naquela região. A manifestação provocou a indignação do presidente do Incra, agrônomo Mário Agra, que vai pedir à Polícia Federal que identifique se há uma organização paramilitar se formando no Estado. ?Violência é um problema grave que deve ser combatido, por isso estamos encaminhando representação para que a Polícia Federal adote providências imediatas?- afirmou o dirigente do Instituto. Segundo Mário Agra, o governo não vai perder o controle do processo de reforma agrária. A necessidade de interferência do governo foi defendida também pelas lideranças dos trabalhadores. O coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima, disse que esse grupo de fazendeiros se assemelha ao que foi a União Democrática Ruralista (UDR), ?que combateu a reforma agrária à bala, matando dezenas de trabalhadores?. Ele pede providências imediatas, especialmente no tocante à formação de milícias armadas. ?Se querem defender seus direitos, que se organizem dentro de princípios democráticos?- acrescentou Lima. O coordenador nacional do Movimento Sem Terra (MST), José Roberto da Silva, denunciou a invasão do acampamento Roseli Nunes, no município de Girau do Ponciano. Segundo ele, que fez denúncia na delegacia regional, 12 homens armados invadiram a área, na madrugada da última quinta-feira, 26, procurando pelas lideranças do MST. ?Os trabalhadores não reagiram, por isso não houve matança?, disse .

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