Cidades
For�a-tarefa vai fiscalizar padarias e g�s de cozinha
A criação de uma força-tarefa para fiscalizar o setor de gás de cozinha (GLP) e identificar padarias clandestinas foi definida, ontem, durante uma reunião na sede do Procon com representantes de órgãos federais, estaduais e municipais. A equipe será formada por técnicos do Corpo de Bombeiros, Instituto de Pesos e Medidas de Maceió (Ipem), Secretaria Executiva da Fazenda (Sefaz), Ministério Público Federal, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal. A fiscalização vai observar aspectos relacionados à segurança, higiene e evasão fiscal, além de questões ambientais, como o uso de madeira clandestina nos fornos das padarias. Ainda no que se refere às panificações da capital, também será fiscalizado o cumprimento da Lei Municipal de 30 de abril deste ano, que determina a venda do pão francês de 50g por quilo. Uma pesquisa realizada recentemente pelo Procon com 34 pessoas de diversos bairros da capital mostra que 14 delas ainda compram o pão francês por unidade, 9 por peso, 2 misturado e 9 entrevistados não responderam. Vinte e um consumidores disseram que não conferem o peso e 18 não estão satisfeitos com o novo método de venda, alegando que o pão vendido a quilo sai mais caro. A pesquisa do Procon também verificou o preço do quilo do pão em 22 estabelecimentos e constatou que o valor varia de R$ 3,30 a R$ 4,60. Os representantes do Sindicato e da Associação dos Panificadores afirmam que não estão lucrando mais em cima da nova lei, e que a variação de preço ocorre devido aos custos operacionais, conforto e comodidade oferecidos por algumas padarias. Segundo eles, o preço do pão de 50g foi multiplicado por 20, para totalizar 1.000g e assim definir o valor do quilo. O Sindicato e a Associação suspeitam que os alguns estabelecimentos que vendem o alimento por unidade ou com o preço do quilo muito menor podem estar comercializando o pão com a pesagem inferior a 50g, serem irregulares ou clandestinos. Atualmente, Maceió possui mais de 800 panificações. O Sindicato acredita que 40% delas são clandestinas. Pouco mais de 500 são regularizadas pela Vigilância Sanitária.