Cidades
Ceal flagra gato em ind�stria de cimento
FÁBIA ASSUMPÇÃO A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) autuou, ontem, a indústria de cimentos Redimix, no bairro do Clima Bom, acusada de desvio de energia. A indústria teve a energia cortada e o eletricista responsável pela instalação do ?gato? foi preso em flagrante por policiais civis e levado ao Centro Integrado de Atendimento de Polícia Cidadã (Ciapc), na Avenida Fernandes Lima. O encarregado de produção da indústria, José Eris Mateus, alegou que a empresa desconhecia que estava havendo desvio de energia. Segundo ele, o eletricista apenas prestava serviços à empresa e foi contratado para realizar a troca do quadro de fiação que tinha mais de 25 anos de uso. O gerente da empresa, Sérgio Macedo, não foi localizado. O superintendente de perdas da Ceal, Miguel Orsolete, explicou que a empresa autuada terá que pagar o correspondente ao que desviou de energia - valor que ainda estava sendo levantado ? além de multas, e seu responsável responderá criminalmente pelo delito. Além disso, ficará sem energia até que o andamento do processo seja concluído. Para Orsolete, a prisão em flagrante do eletricista responsável pelo ?gato? serve como alerta para outros profissionais da área que podem responder como autor material do crime. Ele explicou que a Ceal está intensificando o combate à perda de energia que, entre técnicas e comerciais, chega a 25%. Para reduzir essas perdas, a empresa adquiriu 70 equipamentos, cada um no valor de R$ 13 mil, que identifica onde há desvio de energia. Destes, 10 já estão em operação, sete em Maceió e três em Arapiraca. O sistema funciona com um celular acoplado ao poste de energia, que quando detecta o desvio envia a informação diretamente à gerência responsável pelo combate ao roubo de energia. O assessor jurídico do setor de fiscalização da Ceal, Ricardo de Medeiros Armstrong, explicou que a Ceal reativou um convênio com a Secretaria de Defesa Social para combater as fraudes no setor de energia, contando com apoio da Delegacia de Combate ao Crime de Roubo de Energia e dos peritos do Instituto de Criminalística. Segundo ele, após a autuação da empresa por desvio de energia, será instaurado o inquérito policial para apurar a prática de ilícito previsto no artigo 155, parágrafo 3º do Código Penal, o qual prevê pena de 1 a 4 anos de detenção, podendo ser agravada para 2 a 8 anos. Depois, o processo será encaminhado à Justiça.