Cidades
Greve deixa 1.500 sem atendimento no INSS
FÁBIA ASSUMPÇÃO Cerca de 1.500 pessoas deixaram de ser atendidas, ontem, nos três postos de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Maceió - Montemáquinas, Ary Pitombo e Jatiúca, por causa da greve dos servidores da Previdência em Alagoas, dentro da greve nacional dos servidores públicos federais contra a reforma da Previdência. No Interior, a paralisação dos postos foi parcial e na sede da gerência do órgão a adesão ao movimento grevista foi de 80%. A Federação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Fenasps) foi a única entidade dos servidores federais que deliberou pela greve por tempo indeterminado. Mas, de acordo com dirigentes do Sindicato dos Previdenciários (Sindiprev), será feita uma avaliação da viabilidade de uma greve por tempo indeterminado, uma vez que a votação do Projeto de Emenda Constitucional 40 (PEC - 40/03). Por se tratar de uma greve política, já que o objetivo do movimento é barrar a Reforma da Previdência proposta pelo governo federal, existe um temor de que não haja fôlego em todas as categorias para manter uma paralisação tão prolongada. No Posto Ary Pitombo, por exemplo, os servidores em assembléia decidiram que a paralisação só vai durar 72 horas. Segundo o diretor do Sindiprev, Ubiratan Marcolino, até os juízes federais manifestaram apoio à greve dos servidores federais e não descartam a possibilidade de também paralisarem suas atividades. Ontem de manhã, como parte da mobilização dos servidores, o Sindiprev promoveu um café da manhã na sede da Gerência Executiva do INSS, na Rua da Praia. Hoje, às 15 horas, será realizada uma assembléia dos previdenciários, no auditório da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), para avaliar a greve e discutir novas estratégias para o movimento. Na avaliação da Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (CNESF), que agrega 11 entidades de servidores, o primeiro dia de greve correspondeu às expectativas da entidade, segundo a qual cerca de 40% dos servidores aderiram à paralisação em protesto contra a reforma da Previdência.