Cidades
Servidores municipais da Sa�de far�o paralisa��o de advert�ncia
ANA MÁRCIA Os trabalhadores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) decidiram, em assembléia, realizar uma greve de advertência amanhã, com mobilização a partir das 8 horas em frente à sede da Prefeitura de Maceió. Eles reivindicam a implantação imediata de 36% de reajuste salarial referente à perdas acumuladas com a inflação, além do cumprimento do período de data-base em 1º de fevereiro. De acordo com informações do presidente do sindicato da categoria, Félix Vilanova, a proposta de um reajuste salarial de 10%, parcelado em 5% em agosto; 2% em setembro, 2% em outubro e 1% em novembro, apresentada pela prefeita Kátia Born, foi rejeitada por mais de 400 servidores presentes à assembléia, ocorrida na terça-feira, no Sindicato dos Bancários. ?Foi uma rejeição unânime por entendermos a necessidade repor os nossos salários defasados pelo custo de vida?, disse Félix. Durante a paralisação de advertência, os servidores vão cobrar uma audiência com a prefeita à espera do fechamento de um acordo, caso isso não ocorra, haverá uma nova greve por um período determinado de três dias. Se o impasse persistir, os trabalhadores pretendem partir para uma greve por tempo indeterminado. Segundo Félix Vilanova, o Plano de Cargos e Salários e o dissídio coletivo definem data-base para negociação salarial em 1º de fevereiro e não a partir de 1º de agosto como pretende à prefeita Kátia Born, sendo uma garantia legal que não pode ser descumprida. Outra deliberação da categoria foi exigir que a Delegacia Regional do Trabalho fiscalize a prestação de serviços nas unidades de saúde do município, para que eles não mantenham estas unidades abertas durante a paralisação dos servidores. Município O secretário municipal de Saúde, Adeilson Loureiro, declarou que a greve é um direito do trabalhador, mas argumentou que, diferente do governo federal, a prefeita Kátia Born deu 15% de reajuste salarial aos servidores da área de Saúde do Município, em dezembro último, e agora, propõe mais 10% parcelado. ?Mais do que isso, a situação financeira da Prefeitura não permite?, afirmou o secretário, lembrando que a posição inicial dele era não conceder nenhum reajuste, para que o Município pudesse priorizar investimentos na melhoria do atendimento à saúde da população. ?Esperamos contar com o bom senso e a compreensão dos servidores ?, finalizou Adeilson.