Cidades
Aumenta n�mero de clonagem de cart�es
A diretora do Procon em Alagoas, Wedna Miranda, disse que a queixa de clonagem de cartão de crédito é freqüente no órgão. Ela argumenta que quando a clonagem é feita por cópia irregular do cartão fica caracterizada falha no sistema operacional, por isso a administradora é responsabilizada. Já no caso de falsificação na assinatura, o lojista responde pelo problema. Ela frisa que no caso de perda do cartão o consumidor deve registrar a ocorrência imediatamente na Delegacia de Roubos e Furtos, por precaução, pois nunca se sabe ao certo como o objeto sumiu. Outra ação imediata é o cancelamento do cartão. Empurrando ?Quando as pessoas levam o problema ao Procon é porque a loja ou a administradora do cartão, ou ambos, estão empurrando para elas o prejuízo. Nosso papel é defender o consumidor. Não temos estatística desse tipo de queixa, mas é uma das mais comuns. O golpe da clonagem e o da falsificação da assinatura tem deixado muita gente de cabelo em pé?, reconhece Wedna. Um dos casos mais onerosos aconteceu com Neiza Miranda, que veio de São Paulo para residir em Maceió há nove anos. Cinco anos depois de instalada na cidade, ela recebeu cobrança de um cartão que nunca chegou a usar, no valor de R$ 10 mil, com compras realizadas em uma semana. ?O cartão foi feito quando ainda morava em São Paulo. Mudei para cá e nem recebi o dito cujo. Reclamei o débito e recebi uma carta da administradora onde consta que eu não devo nada. Então fiquei tranqüila. Mesmo assim, para minha surpresa, algum tempo depois recebi um boleto cobrando débito de R$ 23 mil. Era uma proposta para quitar o débito original de R$ 10 mil, acrescido de juros e demais taxas. Entrei com uma ação na Justiça e a administradora reconheceu ter havido fraude no cartão. O débito foi anulado, mas passei quatro anos com o nome sujo. Então entrei com outra ação contra a empresa, por danos morais. O resultado da causa ainda não saiu, mas tenho esperança de que isso não acabe em ?pizza?. Ainda estou estressada com tudo isso?, desabafou. Wedna explica que entre os problemas mais comuns constam: uso do carbono para preencher as vias das operações fraudulentas; cobrança na fatura mesmo com o cartão em posse do titular; compras realizadas com cartão furtado e, menos freqüente, quebra de sigilo da senha. A diretora do Procon alerta que é um perigo fornecer os dados pessoais por telefone, msmo quando a pessoa afirma ser da administradora do cartão, assim como emprestar o cartão para outra pessoa fazer compras. Outro cuidado é verificar na hora da compra, se o valor corresponde ao que está registrado no boleto, além de ficar atento ao carbono. Este deve ser rasgado após o uso. De acordo com Wedna alguns lojistas, quando chamados ao Procon, afirmam que não observaram com rigor a assinatura para evitar constranger o cliente. ?Isto jamais deve acontecer. Os lojistas que adotem procedimento inverso. Diga ao cliente que vai observar a assinatura para oferecer mais segurança a ele próprio?, enfatiza. Havendo suspeita de irregularidade, o lojista deve ter a iniciativa de comunicar à administradora do cartão. Assim, pode-se evitar que a fraude se realize. Desconfiar de compras de alto valor é outra medida segura. A própria Federação da Associação dos Bancos (Febraban) elaborou uma espécie de manual de segurança do usuário e do lojista contra a fraude. Nele constam recomendações como, por exemplo, apertar a tecla ?anula? no caixa magnético quando o cartão engancha na máquina. Nessa situação também se deve usar o telefone disponível ao lado do terminal para comunicar o fato. E mais: nunca aceite ajuda de terceiros durante essas operações. Se alguém telefonar apresentando-se como funcionário do banco ou da administradora do cartão, e pedir a senha, esta jamais deve ser fornecida. Ao digitar a senha é importante observar se não tem alguém por perto. Todo cuidado é pouco, e a Febraban alerta para não se usar telefones de desconhecidos quando houver comunicação com o banco ou administradora do cartão. Isto porque os dados da pessoa podem ficar registrados na memória do aparelho. Em testes A diretora do Procon reconhece que ainda não foi desenvolvido um sistema mais seguro para os cartões. Está em fase de teste uma tecnologia que vai permitir ao lojista passar o cartão na frente do usuário. Hoje eles vão para um local reservado da loja para pedir autorização às compras. Pelo novo sistema a operação é feita num equipamento sem fio, que pode, portanto, se deslocar até o cliente. Por enquanto, o aparelho está sendo usado a fim de se verificar, após seis meses, se em alguns estabelecimentos houve queda da fraude com o cartão. Até sua instalação definitiva em todas as lojas, convém ficar atento às tentativas de golpes.