Cidades
Prefeitura mant�m em 10% proposta de reajuste na Sa�de
FÁBIA ASSUMPÇÃO Os servidores da Secretaria Municipal de Saúde fizeram, ontem de manhã, mais um protesto em frente à Prefeitura de Maceió, para reivindicar um reajuste salarial de 36%, com pagamento retroativo à data-base da categoria que é em fevereiro. Eles montaram uma barraca em frente à Praça dos Martírios, onde promoveram um apitaço e voltaram a interditar a rua, o que provocou congestionamentos em várias áreas do Centro. A categoria paralisou suas atividades desde a sexta-feira, o que vem prejudicando o funcionamento dos postos de saúde do município. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde, Félix Villanova, os postos só estão funcionando por causa do pessoal de serviços prestados e cargos comissionados. Mesmo assim, o funcionamento é precário, já que os servidores federais também estão parados por causa do movimento contra a reforma da previdência. Ele denunciou que hoje existem mais serviços prestados na saúde do que servidores efetivos. ?Esse fato já foi denunciado à Procuradoria Regional do Trabalho, que ficou de fazer uma diligência in loco para comprovar essa irregularidade?. Félix informou que os servidores vão permanecer parados até a próxima quarta-feira. ?Caso não haja uma resposta da prefeitura a nossa reivindicação, faremos uma assembléia na quarta-feira, na qual poderemos decidir por uma greve por tempo indeterminado?. Na sexta-feira da semana passada, quando os servidores deram início a paralisação, representantes do sindicato tiveram uma audiência com o vice-prefeito Alberto Sexta-Feira. ?Ele ficou de se reunir com a equipe técnica e dar o mais rápido possível uma resposta sobre nossas reivindicações?. No fim da tarde de ontem, o secretário municipal de Saúde, Adeílson Loureiro, comunicou, por meio de sua assessoria, que a prefeitura mantém a proposta de 10% de reajuste à categoria. ?O Sindicato dos Servidores da Secretaria Municipal de Saúde insiste em um índice impratícável, segundo estudos realizados pelas Secretarias Municipais de Finanças, de Administração e de Saúde?, afirmou o secretário. Loureiro disse, ainda, que a prefeita Kátia Born, durante os encontros que manteve com as lideranças dos trabalhadores, já relatou a situação dos cofres públicos e destacou que, além dos salários dos funcionários, há compromissos com a comunidade que não podem ser feridos com a compra de medicamentos, por exemplo, considerando que a maior parcela dos usuários está na faixa dos excluídos e dependem de remédios gratuitos.