Cidades
Grevistas da Sa�de do munic�pio v�o prestar atendimento p�blico na pra�a
ANA MÁRCIA Os servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió realizam, hoje, no início da tarde, no Sindicato dos Urbanitários, mais uma assembléia para deliberar se prosseguem com a paralisação, desta vez por tempo indeterminado, ou se encerram a mobilização e a greve iniciadas na sexta-feira por um reajuste salarial de 36%. Às 8 horas, na Praça dos Martírios, será servido café da manhã aos grevistas e em seguida profissionais de enfermagem vão fazer atendimento a população com medição de pressão arterial e outras ações. Segundo informações do presidente do sindicato da categoria, Félix Vilanova, o secretário Adeilson Loureiro ficou de hoje, até meio-dia, marcar uma audiência para amanhã. O sindicalista disse que aguarda um entendimento positivo com a prefeita Kátia Born e o secretário, para evitar uma greve prolongada. Se não tiver nenhuma resposta concreta poderão decretar greve por tempo indeterminado. ?Esperamos que as autoridades, especificamente a prefeita Kátia Born, tenha sensibilidade para chegarmos a um acordo?, destacou Félix Vilanova. Ontem, por volta das 13 horas, os trabalhadores interditaram o trânsito na Rua do Apolo, provocando engarrafamento, além de irritação e perda de tempo a quem necessitou ir ou retornar do trabalho pelo Centro. Uma tenda foi armada no asfalto e os guardas de trânsito tiveram de modificar o percurso dos carros na área. Os funcionários da Secretaria Municipal de Saúde lutam, ainda, para manter a garantia legal da data-base estabelecida pelo Plano de Cargos e Salários para 1º de fevereiro, portanto qualquer aumento de salários terá de ser retroativo a esta data, conforme explicou Félix. ?Estamos há seis meses tentando negociar e até o momento não conseguimos avançar, porque a prefeita ofereceu um aumento de 10%, sendo 5% em agosto; 2% em setembro; 2% em outubro e 1% em novembro, proposta rejeitada pela categoria?, afirmou Félix Vilanova. De acordo com informações do presidente do sindicato, a greve paralisou postos de saúde no Pontal, Vila Brejal, Ponta da Terra, Reginaldo, Dique Estrada, entre outros bairros. ?Os postos que continuam em atividade só estão sendo mantidos pelo pessoal de serviços prestados e cargos de comissão, porque o restante aderiu à greve?, completou Vilanova.