Cidades
Secret�rio descarta guerra na Pol�cia Civil
BLEINE OLIVEIRA O secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino, disse, ontem, que não há necessidade, mas admitiu que o diretor central da Polícia Civil, Roberto Lisboa, pode pedir a intervenção da Polícia Federal nas investigações sobre as mortes de dois policiais alagoanos. O próprio Lisboa declarou que o assassinato de Valter Dias e Sinvaldo Feitoza, há cerca de um mês, pode ser conseqüência de uma ?guerra? entre grupos de policiais civis, o que, na avaliação dele, justificaria a solicitação de uma força-tarefa da PF para ajudar na investigação. Mas o secretário nega que a corporação esteja vivendo situação de crise ou que existam facções disputando poder dentro da Polícia Civil de Alagoas. ?Isso é uma invencionice. Os inquéritos vão dizer se há relação entre os dois crimes, mas não podemos concordar que uma possível divergência entre dois policiais provoque a suspeita de uma guerra na corporação?, afirma Robervaldo Davino. Entretanto, admite que o delegado Roberto Lisboa proponha que a Polícia Federal entre no caso. ?Se ele entender necessário deve fazer o pedido oficialmente, e a solicitação será encaminhada ao governo, a quem cabe decidir?, declara o secretário de Defesa Social. Davino garante que nos próximos 15 dias o delegado Tarcísio Vitorino, que preside o inquérito sobre as mortes dos policiais, concluirá o inquérito para remetê-lo à Justiça. ?Nele vamos apontar os responsáveis e as causas dos assassinatos?, assegura o secretário. O superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado José Paulo Rubim, disse que a PF está pronta a ajudar a Polícia Civil, desde que o governo do Estado faça a solicitação oficial ao Ministério da Justiça, a quem cabe determinar se agentes federais entram ou não no caso. O secretário Robervaldo Davino disse que Alagoas integra o Sistema Único de Segurança Pública, e por isso a PF já contribui efetivamente com a Polícia Civil sempre que há necessidade. Ele cita, como exemplo, o assassinato do professor Paulo Bandeira. Porém, ressalta que no casos dos dois policiais assassinados, a Polícia Civil tem total controle das investigações.