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Delegado que investiga morte de policial pede afastamento

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RÓDIO NOGUEIRA O delegado Flávio Saraiva da Silva, presidente do inquérito que investiga o assassinato do policial civil Sinvaldo José de Souza Feitosa, 37, emboscado por quatro homens às 22h40 do último dia 8, próximo a sua residência, no Vergel do Lago, encaminhou ofício ao secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, pedindo sua urgente substituição no caso. De acordo com o ofício, o pedido se deve à entrevista concedida pelo diretor do Departamento de Polícia Central (Decepoc), delegado Roberto Lisboa, na última segunda-feira ao programa ?Ronda Policial?, da Rádio GAZETA AM, onde aquela autoridade manifesta sua vontade de que a investigação sobre a execução do policial Sinvaldo José seja conduzida pela Polícia Federal. ?Estou sendo coerente. Se ele tem esta visão e considera importante a presença da Polícia Federal, peço que ele me substitua?, afirma Flávio Saraiva da Silva, que aguarda uma decisão da Secretaria de Defesa Social Indagado sobre o episódio, o delegado Roberto Lisboa disse que sua declaração foi pessoal e que em momento algum teve intenção de faltar com respeito à pessoa do delegado Flávio Saraiva e muito menos tentou lhe desprestigiar, tanto que indeferiu o seu pedido. ?O dr. Flávio é presidente do inquérito por ser competente. Contudo, questões internas que eu não posso revelar podem prejudicar o andamento das investigações e se não chegarmos a uma conclusão sobre o crime nossa instituição estará sendo alvo de severas críticas por parte da imprensa e da sociedade organizada. Por este motivo, defendo que a Polícia Federal entre no caso?, esclarece. Quanto ao rumo das investigações, Saraiva disse que já ouviu cinco pessoas (testemunhas oculares) no entanto, explica que não teve como reunir dados para efetivamente direcionar linhas de investigações. Mas, acredita que com base no resultado das perícias feitas no veículo do policial e local onde ele foi executado terá melhores condições de trabalhar. ?Enquanto o ofício pedindo minha substituição não for deferido pela Secretaria de Defesa Social sou o presidente do inquérito e trabalho com a expectativa de poder esclarecer o crime?, enfatiza Flávio Saraiva. Silêncio A família de Sinvaldo José se mantém em silêncio preferindo que a Polícia Civil encontre uma explicação para o caso. Quanto a uma possível carta que ele teria deixado com os pais, apontando nomes de pessoas inimigas para a Secretaria de Defesa Social, a informação não é oficial e não consta dos autos do processo. Já a informação de que o policial, quando tentava fugir dos criminosos, teria gritado seus nomes, ainda está sendo investigada. Segundo o perito Nivaldo Cantuária, do Instituto de Criminalística (IC), na segunda perícia realizada no Gol do policial assassinado foram encontradas cápsulas de pistola calibre 9 milímetros. Neste processo a polícia acredita que devem ser interrogadas pelo menos dez pessoas.

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