Cidades
Pratagy tem que ser mudado para receber recursos
FÁTIMA ALMEIDA O projeto Pratagy tem que passar por algumas adaptações de ordem técnica e de custos, imediatamente, para que sejam liberados os recursos necessários à continuidade da obra, ainda este ano, de forma que o sistema entre em operação a tempo de evitar um colapso no abastecimento de água de Maceió. Segundo o coordenador da Fundação Nacional de Saúde em Alagoas (Funasa), Ricardo Valença, a instituição já está em campo, com o governo do Estado, a Prefeitura e a Casal, buscando um denominador comum para as pendências, o mais rápido possível, a fim de evitar graves prejuízos à população. ?A capacidade de distribuição de água na parte baixa de Maceió está estrangulada, com alto teor de sal e ferro na maioria dos poços. Se as providências não forem tomadas, Maceió pode viver, no próximo verão, a pior crise de distribuição de água dos últimos tempos. O sistema de distribuição da região do Poço, Jaraguá, Ponta Verde, Jatiúca e adjacências está à beira de um colapso?, alerta Ricardo Valença. De 97 para cá foram investidos cerca de R$ 34 milhões no Sistema Pratagy, mas os recursos não foram suficientes para colocá-lo em operação. Cerca de 80% das obras já foram realizadas, o que trouxe o sistema até a entrada da Avenida Rotary, na Via Expressa. Segundo Valença, com mais R$ 4 milhões a obra chegará até a Estação de Tratamento R-4, e asseguraria a distribuição de água para a parte baixa da cidade. Ele lembra que há poucos dias, o presidente da Funasa, Valdir Camarcio, em visita a Maceió e ao Sistema Pratagy, falou da sua disposição e do ministro da Saúde, Humberto Costa, em colocar na linha de prioridade a inauguração parcial da Estação de Tratamento, para que o sistema comece a operar, ainda este ano, mas isto depende da adaptação de algumas pendências, que coloque a obra em acordo com as exigências técnicas.