Cidades
Presidente do TJ quer plant�o durante paralisa��o nacional
BLEINE OLIVEIRA O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Geraldo Tenório, entende que os juízes serão prejudicados se a reforma da Previdência Social for aprovada da forma como chegou ao Congresso Nacional, mas define como questionável uma greve no Poder Judiciário. A decisão de paralisar as atividades durante uma semana, no período de 5 a 12, foi tomada pelos juízes brasileiros, reunidos em assembléia da classe, em Brasília. Os juízes alagoanos foram representados pelo presidente da Associação dos Magistrados de Alagoas (Almagis), Fernando Tourinho Filho, que deve chegar hoje a Maceió para decidir como a greve vai ocorrer no Estado. Se os magistrados alagoanos seguirem a posição nacional, o Tribunal de Justiça não deverá adotar medidas de caráter punitivo, mas o desembargador Geraldo Tenório diz que é necessário manter um plantão para os casos de urgência. ?É preciso evitar que a população tenha tantos prejuízos?, acrescenta. Tenório disse, também, que um posicionamento oficial do TJ será anunciado pelo conjunto de desembargadores, logo após o reinício das atividades judiciárias, no dia 4. Já o corregedor-geral da Justiça, desembargador Estácio Gama, defende a greve como instrumento da luta dos juízes contra a reforma previdenciária. Para ele, que define o movimento como uma paralisação, evitando o termo greve, a decisão dos juízes é conseqüência da falta de garantia aos direitos constitucionais dos magistrados.