Cidades
MP alagoano deve aderir � greve contra reforma
BLEINE OLIVEIRA Os promotores públicos alagoanos devem participar da greve nacional contra a reforma da Previdência Social, que vai parar as atividades do Poder Judiciário no período de 5 a 12. A decisão será tomada em assembléia geral convocada pela Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), possivelmente no início da próxima semana, mas o presidente da entidade, promotor Eduardo Tavares, avalia que são totais as possibilidades de adesão. Já há, inclusive, o referendo da Associação Nacional do Ministério Público, que ontem decidiu seguir os juízes e protestar contra a reforma previdenciária suspendendo suas atividades por uma semana. ?Não é uma greve, mas uma paralisação de advertência contra a postura do governo que quer atingir frontalmente os agentes políticos do Estado?, disse o promotor. O presidente da Ampal define o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 40, que muda as regras atuais de aposentadoria do funcionalismo como uma ?reforma fiscal?, com a qual o governo pretende diminuir suas despesas com pessoal e aumentar a arrecadação, ferindo princípios constitucionais. ?Não há como não participar do movimento, mesmo reconhecendo que a paralisação prejudica a sociedade?, afirmou Tavares. Para ele, a decisão nacional de parar as atividades do Judiciário e das promotorias de Justiça deve ser compreendida como único instrumento com o qual juízes e promotores podem obrigar o governo a negociar novos parâmetros para a inatividade, bem como para garantir direitos já conquistados. ?Somos cidadãos comuns, temos problemas como qualquer brasileiro?, argumenta o presidente da Ampal. Mas ele acha que, no Congresso Nacional, as entidades da Justiça conseguirão convencer os parlamentares de que ?o bom senso deve prevalecer?.