Cidades
Sob pressão, governo do Estado promete receber policiais civis
Categoria ocupou ontem o prédio da Seplag em protesto contra perdas salariais que chegam a 16%
Após ser pressionado ao longo do dia por servidores da Polícia Civil de Alagoas, o governo Renan Filho (MDB) cedeu e, finalmente, aceitou sentar e conversar com os servidores. Ontem, durante todo o dia, os integrantes do sindicato da categoria fizeram um ato à porta da Secretaria de Planejamento de Alagoas (Seplag) e, em seguida, ocuparam às dependências da pasta. A manifestação foi pacífica.
Sem diálogo por parte do governo, que se negava a ouvir o pleito dos trabalhadores, os servidores se viram sem saída e ocuparam as dependências da secretaria. Eles cobram o reajuste salarial e ameaçam paralisar as atividades no fim do ano. Ao final do ato, já no começo da noite desta quinta-feira, o presidente do Sindicato dos Agentes da Polícia Civil (Sindpol), Ricardo Nazário, celebrou o resultado da manifestação.
"O secretário de Planejamento, Fabrício Marques, vai receber a categoria na próxima segunda-feira. Ou seja, valeu a pena a mobilização de todos os colegas que estiveram ou passaram por aqui nesta quinta. Foram cerca de 200 servidores que participaram da manifestação durante o dia", expôs Nazário, acrescentando que "a luta está apenas começou e que todos devem se fazer presente nos atos".
As perdas salariais dos servidores da Polícia Civil chegam a 16% apenas no governo Renan Filho. "O governo do Estado deu 29% de aumento para os delegados da Polícia Civil, esquecendo os agentes e escrivães, e nós somos importantes para o ciclo da Segurança Pública. Estamos nos sentindo desprezados pelo governador Renan Filho, não vamos mais aceitar essa situação. Somos uma categoria de nível superior e não estamos sendo reconhecidos assim", reagiu Nazário. Categoria segue em busca de resolução diante dos órgãos competentes
“Estamos aqui alertando a sociedade para que não cheguemos ao ponto de paralisar durante as festas de fim de ano, mas caso não haja avanço nas negociações ainda hoje, teremos que utilizar a paralisação como último recurso na busca por nossos direitos”, acrescentou.