Cidades
Press�o de taxistas reduz em 25% vistoria em GNV
FÁTIMA ALMEIDA A pressão dos taxistas de Maceió conseguiu reduzir em mais de 25% a taxa cobrada pelo Senai para a vistoria obrigatória nos carros que tiveram instalados kits de gás natural veicular (GNV). O valor cobrado, que antes era de R$ 86,00, baixou para R$ 60,00, depois que a categoria ameaçou realizar uma paralisação no centro da cidade. Para baixar a taxa, o Ipem suspendeu, em caráter provisório, a cobrança de um selo que era adquirido pelo Senai a R$ 20,00. Com a redução, a taxa de vistoria, que segundo o diretor do Sindicato dos Taxistas, Fernando Ferreira da Silva, era a mais cara do Brasil, passou a ser compatível com a média cobrada nos outros estados. Agora eles querem se livrar do pagamento, às oficinas convertedoras, de serviços que elas mesmas deixaram de realizar durante a instalação do kit, o que tem prejudicado a regularização do veículo. Segundo Fernando, os proprietários de veículos adaptados para o uso de gás natural estão pagando duas vezes pelo mesmo serviço. ?Quando colocamos o carro na oficina para converter pagamos pela instalação do kit de GNV e confiamos no serviço, porque elas são fiscalizadas e autorizadas pelo Ipem. Mas quando chegamos ao Senai para a vistoria, sempre está faltando alguma coisa, e as oficinas cobram cerca de R$ 100,00 para corrigir sua própria falha?, explica ele. O dirigente sindical informa que isso vem acontecendo com 90% dos veículos convertidos para uso de GNV. ?Na nossa avaliação, se a oficina convertedora deixou de colocar algum item obrigatório, é responsabilidade sua corrigir o erro. Mas, por enquanto, nós é que estamos pagando por isso?, reclama. A questão está sendo discutida entre os taxistas, o Ipem, o Senai e os proprietários de oficinas autorizadas, que também reclamam da obrigatoriedade de colocação de dois selos, adquiridos a R$ 10,00 cada um, junto ao Ipem.