Cidades
Incra perde R$ 2 mi com cheia do Munda�
ANA MÁRCIA Os sistemas de captação de água colocados ao longo do Vale do Rio Mundaú com a função de captar água para irrigação em assentamentos agrários no município de Branquinha foram levados pela cheia do rio, gerando um prejuízo estimado de R$ 2 milhões. A denúncia foi feita pelo superintendente do Incra, Mário Agra, apenas para exemplificar erros cometidos nos assentamentos feitos em Alagoas, que estão sendo levantados por técnicos da Ufal, com o objetivo de elaborar um relatório e apontar as empresas responsáveis. Segundo Mário Agra, Alagoas dispõe de 67 assentamentos de terras problemáticos: falta de estradas de acesso, sistemas de abastecimento d?água, onde não chega uma gota de água, residências com rachaduras, apesar de terem sido construídas há menos de cinco anos, além de elevada inadimplência de agricultores que não conseguem produzir e pagar seus financiamentos. Para evitar que problemas similares voltem a ocorrer, o Incra está discutindo com os agricultores e futuros assentados o Plano de Desenvolvimento do Assentamento (PDA). ?Há muita inadimplência porque faltaram projetos adequados na área de custeio resultando, também, em erros. Uma obra de R$ quase R$ 2 milhões foi paralisada e o projeto nem chegou a funcionar, porque faltou R$ 1.800,00. Posteriormente roubaram as bombas e o transformador?, explicou Mário Agra, ao questionar sobre quem irá pagar por tantos prejuízos. De acordo com o superintendente do Incra, Alagoas tem uma razoável distribuição de energia elétrica na área rural e o objetivo, até o fim do ano, é levar eletrificação rural a todos os assentamentos. Instituto vai investir R$ 18 mi na reforma agrária este ano O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Alagoas (Incra/AL) tem mais de R$ 18 milhões para cumprir a meta de assentar 1.689 famílias em Alagoas, segundo informou seu presidente, Mário Agra. Ele anunciou que dentro de um período de 45 a 60 dias o órgão estará liberando recursos para mais de dez imóveis rurais serem desapropriados, garantindo assim o cumprimento de metade da meta estabelecida. De acordo com dados do Incra, Alagoas tem 7.500 famílias a serem assentadas. ?Não temos problemas de recursos para desapropriação, mas faltam verbas para investimentos, porque ficou um volume insignificante do governo anterior?, declarou Mário Agra. Ele garantiu estar preocupado em não repetir erros do passado, quando o Plano de Desenvolvimento do Assentamento sequer era discutido com os futuros assentados, para projetos de construção de moradias e de irrigação, entre outros. O Incra está trabalhando hoje com o orçamento do governo passado, implicando no problema de limitação na área de reforma agrária. ?Só teremos maiores investimentos no início do próximo ano, com o estabelecimento do novo orçamento?, acrescentou. Os mais de dez imóveis destinados à desapropriação para fins de reforma agrária têm custos diferenciados e dependem do beneficiamento existente nas propriedades rurais. Segundo informações de Mário Agra, é necessário verificar, por exemplo, a distância para a captação de água, se existem estradas de acesso, eletrificação rural, entre outras características que encarecem ou não as terras, exigindo assim maiores investimentos por parte do governo.