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Jacintinho abre em Macei� pesquisa sobre sa�de bucal

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A Secretaria Municipal de Saúde iniciou, ontem, a pesquisa sobre a condição bucal da população brasileira, determinada pelo Ministério da Saúde. A pesquisa teve início pelo bairro do Jacintinho, um dos mais populosos e carentes de Maceió, onde deverão ser visitados 208 domicílios. A coordenadora da pesquisa SB-2003 em Maceió, Marilda Melo, explicou que, este ano, o levantamento para traçar um perfil da saúde bucal dos brasileiros será mais amplo do que os realizados em anos anteriores. ?Serão feitas pesquisas sobre cárie, gengivas, necessidade de prótese, má oclusão, lesões bucais (inclusive câncer) e até das condições socio-econômicas das pessoas examinadas?, observou Marilda. Com o levantamento, o Ministério da Saúde pretende traçar as ações para melhorar o atendimento na área odontológica, principalmente da população mais pobre. Marilda explicou que o levantamento está sendo feito por amostragem. Para Maceió, foram escolhidos, por meio de sorteio, como área de abrangência da pesquisa duas quadras do Jacintinho, uma de Chã de Jaqueira e outra no Santos Dumond. O público-alvo da pesquisa foi dividido por faixa etária: de 18 a 36 meses; de 15 a 19 anos; de 35 a 44 anos e 65 a 74 anos. O levantamento deverá ser concluído em duas semanas. Exame O exame odontológico só é feito com autorização assinada pelo proprietário do domicílio visitado e de forma a causar o menor desconforto possível para quem está sendo examinado, com o uso apenas de um espelho e uma pequena sonda. A dona de casa Maria Gerusa da Costa foi a primeira a ser examinada por uma das equipes que trabalham na pesquisa. O segundo foi seu filho, José Marcos Raimundo da Costa, de 29 anos. Ele afirmou que gostaria de freqüentar mais o dentista, mas infelizmente não é muito fácil marcar uma consulta odontológica no serviço público de saúde do bairro. Um dos postos de saúde está fechado para reforma e para conseguir ficha no outro é preciso acordar de madrugada. ?A gente tem de chegar no posto às 2 horas da madrugada, correndo até o risco de ser assaltado?, reclamou. ?Se dependesse de mim, iria todo semana ao dentista?.

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