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Santa M�nica e HU reabrem maternidades hoje

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ANA MÁRCIA O atendimento a gestantes e bebês de alto risco na Casa Maternal Santa Mônica deverá ser restabelecido hoje, enquanto a UTI neonatal do Hospital Universitário reabriu ao atendimento, ontem, segundo informou o secretário estadual de Saúde, Álvaro Machado. O fechamento das unidades de saúde foi causado pela superlotação dos berçários de UTI neonatal. Para resolver o problema no Estado, foi determinada a ampliação de mais oito leitos para a Santa Mônica, além de 12 berçários intermediários, não tão onerosos quanto os de UTI, mas um reforço importante contra a superlotação, dobrando a capacidade de atendimento, segundo Álvaro Machado. A criação de uma Casa Canguru, junto à Santa Mônica, onde algumas crianças possam ficar durante dois a três meses aguardando ganho de peso, ou mesmo em tratamento com antibióticos, mas desocupando os berçários intermediários, é outra saída apresentada. ?Neste espaço poderiam ficar 15 crianças, aliviando a lotação do berçário intermediário e conseqüentemente, da UTI neonatal da Santa Mônica, conforme discutimos com Telmo Henrique, da Uncisal, órgão diretamente ligado à unidade?, afirmou Álvaro Machado. Segundo o secretário, uma outra solução é o funcionamento da UTI neonatal de Palmeira dos Índios, onde sete leitos já deveriam estar à disposição naquela região. ?O município está com a UTI construída e equipada, tem recursos, por ser de gestão plena do SUS, e deveria estar oferecendo atendimento?, destacou. Em Arapiraca, deverá ser viabilizada outra UTI neonatal no Hospital Regional, cujo projeto está concluído e os equipamentos já foram adquiridos. Ao analisar o perfil das gestantes cujos neonatos resultam em casos de alto risco, superlotando as UTIs da Santa Mônica e do Hospital Universitário, o secretário de Saúde conclui ter aumentado os casos de prematuridade de bebês. Este fato é resultante de um pré-natal malfeito e problemas na assistência básica de saúde. ?Isso não se justifica num Estado onde o Programa Saúde da Saúde (PSF) tem uma cobertura de 72% e, às vezes, uma simples infecção urinária não debelada na gravidez é a causa de uma complicação que acaba em alto risco?, falou Álvaro Machado. As equipes do PSF, na opinião dele, têm a obrigação de resolver estes problemas de saúde da população, tratando e investindo na prevenção, oferecendo um pré-natal bem-feito. Além de resultar em partos mais saudáveis, de baixo risco para mães e seus bebês. Para evitar superlotação governo pode alugar UTIs da rede privada Em caso de persistência de superlotação nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal da Casa Maternal Santa Mônica e Hospital Universitário, o secretário municipal de Saúde, Adeilson Loureiro avalia a possibilidade de transferência de bebês de alto risco para unidades com UTIs neonatais não credenciadas ao SUS. Para remunerar estes atendimentos, o governo utilizaria recursos que seriam destinados a procedimentos eletivos (procedimentos médicos agendados com antecedência, a exemplo de cirurgias). Dos bebês de alto risco internados em UTIs neonatais nos hospitais públicos de referência para este tipo de atendimento: Casa Maternal Santa Mônica e Hospital Universitário, 45% são do interior do Estado e 55% de Maceió. O levantamento foi feito pelo secretário Adeilson Loureiro, no fim de semana, quando estavam internados 85 recém-nascidos nas unidades. Segundo o secretário, a UTI neonatal, construída e equipada em Palmeira dos Índios não está funcionando, centralizando a assistência na capital, lembrando a necessidade de se viabilizar outra UTI para recém-nascidos de alto risco no município de Arapiraca. ?Até a segunda-feira à noite, a unidade de Palmeira dos Índios não estava funcionando, mas temos necessidade de resolver o problema: ampliando a oferta de leitos em Maceió ou descentralizando o atendimento nos municípios pólos, como é melhor?, disse Adeilson Loureiro. A média de partos por mês realizados em Maceió é de 1.600, dos quais em julho, 815 atendimentos obstétricos sem alto risco na Maternidade Paulo Neto e Denilma Bulhões. Na prática, metade dos partos realizados não implicou em alto risco para os recém-nascidos, um tipo de atendimento que vem ocorrendo sem problemas em Maceió. ( AM)

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