Cidades
Servidor do Judici�rio Federal pode deflagrar greve
FÁTIMA VASCONCELLOS Os servidores do Judiciário Federal, que atuam em órgãos como Tribunal Regional Eleitoral, Justiça do Trabalho, com as respectivas Varas, e o próprio Tribunal, bem como o Ministério Público do Trabalho, suspendem as atividades hoje. Ao todo, são 700 trabalhadores, que paralisam os serviços para um dia de protesto contra o Projeto de Reforma da Previdência Social. Eles farão um café da manhã, a partir das 8 horas, em frente do prédio da Justiça do Trabalho, na Avenida da Paz, onde ficam instaladas as Varas. ?Será apenas o início das atividades, mas estaremos mobilizados durante todo o dia. Nosso objetivo é sensibilizar a população para os prejuízos que todos teremos com a reforma. O governo investiu em propaganda que passa a ilusão de que a reforma é boa para a maioria dos cidadãos e que corta apenas alguns direitos dos funcionários públicos. Não é verdade. Mostrar isso é o nosso desafio?, disse José Moraes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal em Alagoas. Ele lembra que a paralisação acontece, simultaneamente, em todos os estados, podendo, inclusive, ser transformada em greve por tempo indeterminado, se assim ficar decidido pela categoria, na assembléia geral que será realizada, às 15 horas, no Tribunal Regional Eleitoral. Ato público A categoria fará várias atividades de mobilização no período da manhã, inclusive com a realização de um ato público, com a participação das entidades sindicais que integram a coordenação estadual dos servidores. De acordo com Moraes, como a manifestação é parte da mobilização nacional pela não votação do substitutivo da PEC-40 (que trata da reforma da Previdência), qualquer cidadão pode se aliar ao protesto. ?O assunto envolve milhares de servidores das três esferas de governo, de todo o País, envolve ainda os trabalhadores da iniciativa privada e os autônomos. Ou seja, atinge a todos, daí porque o protesto não deve ficar restrito à categoria do funcionalismo público?, observou o sindicalista. Ele acrescenta que hoje também será realizada a Marcha dos Trabalhadores, em Brasília. ?O projeto não pode ser aprovado porque piora a Previdência. Não reconsidera sequer os direitos que foram retirados pelo ex-presidente Fernando Henrique aos trabalhadores de empresas privadas (C-20/98). Temos que protestar?, finalizou.