Cidades
Santa M�nica restabelece atendimento a gestantes
BLEINE OLIVEIRA Com um informativo colocado na porta de entrada, no qual alerta a população que atende preferencialmente mulheres cuja gravidez é de alto risco, a Maternidade Escola Santa Mônica restabeleceu, ontem, o internamento de pacientes que apresentem quadro considerado complexo. O internamento esteve suspenso por vários dias em conseqüência da superlotação, principalmente na UTI Neonatal. O governo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), determinou a ampliação do número de leitos na Santa Mônica que passará por nova reforma. Desta vez, a maternidade ganhará oito novos leitos, além de 12 berçários. O restabelecimento das internações na Maternidade Escola Santa Mônica desafoga o atendimento no Hospital Universitário, que também atende gestantes de alto risco. Segundo o diretor da maternidade daquele hospital, médico José Elias Soares Rocha, a demanda no HU aumentou consideravelmente no período em que a Santa Mônica deixou de internar parturiente em situação de risco. ?Apesar do aumento da procura, conseguimos equacionar o serviço garantindo o atendimento?, afirma Elias Soares. Mas ele admite que o Hospital trabalha com sua capacidade plena, com os leitos sendo ocupados imediatamente após cada alta da mãe ou do bebê. São consideradas gestantes de alto risco, conforme orientação do diretor da maternidade do HU, mulheres cuja gravidez se associa a patologias diversas, provocando risco para a mãe e para o feto. Entre as patologias que provocam riscos, José Elias cita a hipertensão arterial, o diabetes, doenças da tireóide e doenças autoimunes, como o Lupus. Estão também nesse quadro de gravidade as adolescentes grávidas com propensão a doenças hipertensivas da gravidez, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia, e mulheres que engravidam após os 35 anos.