Cidades
Adalberon ganha prazo para se defender no Tribunal de Contas
ARNALDO FERREIRA Antes de pedir a cassação do prefeito de Satuba, acusado de aplicação indevida de recursos públicos, emissão de notas fiscais frias e uso de empresas fantasmas, o pleno do Tribunal de Contas do Estado (TC) acatou, ontem, o parecer do conselheiro relator das contas daquele município, Roberto Torres, e concedeu 15 dias para Adalberon de Moraes (PTB) se defender. No TC, a situação do prefeito é considerada, tecnicamente, muito difícil. As contas só não foram rejeitadas, ontem, por causa do direito ao contraditório que a Lei de Responsabilidade Fiscal garante a todos. Depois de apreciar as contas de Satuba, o TC envia o relatório final à Procuradoria Geral de Justiça, que analisa e decide se pede ou não o afastamento do prefeito. Para complicar ainda mais a situação do prefeito, que está preso, acusado de ser o mandante do assassinato do assessor parlamentar Jeams Alves dos Santos, em 30 de dezembro passado, o delegado Cícero Lima, presidente do inquérito policial que investiga a morte do professor Paulo Henrique Costa Bandeira, queimado vivo em junho, depois de denunciar desvio de recursos do Fundef, vai indiciar o prefeito, na próxima terça-feira, quando pretende fechar o inquérito. Além de Adalberon, mais dez servidores públicos municipais, inclusive a professora Nancyr Pimentel, diretora da Escola Josefa da Silva Costa, onde trabalhava o professor Paulo Bandeira, serão indiciados como co-autores intelectual e autores materiais do homicídio que chocou o País.